Janot diz que visita a Maia foi 'de cortesia'

Procurador-geral da República se reúne com presidente da Câmara e outros três deputados; segundo ele, para manter 'diálogo aberto' com o Parlamento

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

20 Dezembro 2016 | 11h54

BRASÍLIA - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou na manhã desta terça-feira, 20, que a visita ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi uma "cortesia" para manter o "diálogo aberto" com o Parlamento. "(A reunião) foi para demonstrar o respeito do Ministério Público Federal (MPF) ao Parlamento, à Casa Legislativa, e que esse diálogo seja mantido no ano de 2017", declarou Janot após o encontro.

Ele negou que tenha havido algum tipo de constrangimento na reunião por causa das denúncias apresentadas recentemente pela PGR contra parlamentares. Janot também evitou responder perguntas sobre os acordos de delação premiada de executivos Odebrecht, mas disse que é preciso "esperar a volta" do Supremo Tribunal Federal" (STF) do recesso da Corte para a abertura dos primeiros inquéritos. A delação do ex-executivo da empresa Cláudio Melo Filho relata a atuação de Maia em favor da empreiteira. Maia aparece atrelado a pagamentos indevidos por atuação em favor da empresa na aprovação de uma medida provisória.

Também participaram da conversa desta manhã o líder do DEM, Pauderney Avelino (AM), e os deputados Marcos Rogério (DEM-RO) e Osmar Serraglio (PMDB-PR). Rogério foi o relator do processo de cassação do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no Conselho de Ética. Já Serraglio é o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O encontro durou cerca de meia hora.

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