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Janot diz que saída de Cardozo não interfere na Lava Jato

- Atualizado: 01 Março 2016 | 12h 32

'O Ministério Público Federal é autônomo e independente para investigar', afirmou o procurador-geral da República

José Eduardo Cardozo e Rodrigo Janot
José Eduardo Cardozo e Rodrigo Janot

Brasília - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou nesta terça-feira, 1, que a mudança do ministro da Justiça não interfere nas investigações da Operação Lava Jato. "O Ministério Público Federal é autônomo e independente para investigar", disse após participar da reunião do Conselho Superior do órgão.

Nesta segunda, o então ministro da Justiça José Eduardo Cardozo decidiu deixar o cargo após cobranças do PT e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele foi substituído por Wellington César, ex-procurador-geral de Justiça da Bahia. 

Uma das reclamações do grupo de Lula é que Cardozo havia perdido o controle dos rumos da Lava Jato, que tem se aproximado do ex-presidente. Em nota, a Associação Nacional dos delegados da Polícia Federal (ADPF) viu com "extrema preocupação" a saída de Cardozo por "pressões políticas".

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Em 1997, Cardozo integrou a comissão interna do PT que investigou o caso da Consultoria para Empresas e Municípios (Cpem), com sede em São Bernardo do Campo. A Cpem teria sido contratada sem concorrência em gestões petistas, o que teria provocado desvio de dinheiro público. O relatório da comissão recomendava que o advogado Roberto Teixeira, irmão do dono da Cpem e compadre de Lula, fosse submetido a uma comissão de ética. Teixeira foi inocentado no episódio, que provocou o primeiro atrito entre Cardozo e Lula.

O nome de Wellington, porém, foi bem recebido entre os procuradores da República ligados ao grupo de trabalho formado por Janot para conduzir as investigações criminais ligadas ao escândalo de corrupção da Petrobrás.

Cunha. Janot evitou comentar a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal (STF) adiar o julgamento do recebimento da denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), inicialmente agendado para esta quarta-feira, 2.

A defesa do peemedebista pediu ao Supremo para adiar a discussão sobre a denúncia. O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, encaminhou a solicitação na noite de segunda-feira ao ministro relator da Lava Jato no Tribunal, Teori Zavascki.

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