Janot diz que investigação de políticos na Lava Jato 'será demorada'

Nesta semana, Polícia Federal pediu ao STF para estender o período previsto para realizar as medidas de investigação

Beatriz Bulla, O Estado de S. Paulo

15 Abril 2015 | 14h17

BRASÍLIA - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse nesta quarta-feira, 15, que as diligências solicitadas pela procuradoria ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar os políticos supostamente envolvidos no esquema de corrupção da Petrobrás caminham "a contento", mas destacou que a apuração "será demorada"

Nesta semana, a Polícia Federal pediu ao STF para estender o período previsto para realizar as medidas de investigação. Inicialmente, investigadores tinham 30 dias para realizar as diligências contra os políticos investigados perante o Supremo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) deve opinar sobre o pedido da PF e, então, o ministro Teori Zavascki irá conceder ou não prazo maior para apuração.

A extensão de investigações é considerada praxe entre autoridades policiais e investigadores. "Isso é uma rotina na tramitação dos inquéritos", disse Janot. A prorrogação do prazo depende do relator da Lava Jato no STF. Segundo Janot, normalmente os prazos variam de 30 a 60 dias.

"As investigações estão seguindo o curso normal. Essa é uma investigação que não é curta, será demorada. As diligências estão sendo cumpridas a contento, caminhamos firmes na elucidação desses fatos", comentou o procurador-geral. Existem no Supremo Tribunal Federal 26 inquéritos para investigar 50 políticos e operadores possivelmente envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras.

Janot não fala em um prazo para concluir a fase de diligências. "Tem casos que vamos precisar fazer perícia, casos de quebra (de sigilo), de cooperação internacional. Depende da diligência. Tem alguns mais avançados e outros menos", afirmou.

Na PGR, a previsão é de que cada inquérito seja conduzido a seu próprio tempo. Assim, se uma investigação caminhar de forma mais acelerada, os investigadores devem realizar para aquele caso a primeira acusação formal ao Supremo - ou pedido de arquivamento, se não forem colhidos indícios de provas suficientes.

12ª Fase. O procurador-geral respondeu as perguntas ao participar de evento no Ministério da Justiça nesta manhã. Ele não quis comentar a deflagração da 12ª fase da Operação Lava Jato.

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