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Investigar Porto de Suape na CPI da Petrobrás é retaliação, diz Campos

Ana Fernandes - Agência Estado

19 Maio 2014 | 10h 49

Pré-candidato do PSB à Presidência da República sugeriu, nesta segunda, que investigação no Congresso de obra de dragagem em Pernambuco é ameaça política

SÃO PAULO - O pré-candidato do PSB à Presidência da República, o ex-governador Eduardo Campos (PE), disse nesta segunda-feira, 19, que a inclusão da investigação do caso de Porto de Suape na CPI da Petrobrás no Senado foi uma "retaliação política".

Em entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas (SP), ele se disse "completamente tranquilo" com relação a investigarem o porto que fica em Pernambuco, Estado que governou nos últimos sete anos. "(Suape) é uma empresa estadual bem gerida, com suas contas aprovadas, sempre gerida por quadros técnicos", defendeu.

Campos repetiu que a investigação de Suape ou a possível investigação do Metrô de São Paulo, que atingiria a oposição do PSDB, não podem tirar o foco do processo de investigação da Petrobrás. O relator da CPI da Petrobrás no Senado, José Pimentel (PT-CE), líder do governo no Congresso, propôs em seu plano inicial de trabalho a investigação de obra de dragagem feita no Porto de Suape, sobre a qual pesam suspeitas de desvios.

O pré-candidato, ex-governador de Pernambuco, voltou a criticar duramente a gestão atual da Petrobrás e do uso da defasagem de preços da gasolina para controle da inflação. O pré-candidato disse que, em um futuro governo, propõe gerir a Petrobrás respeitando quatro princípios: escolher diretores por competência, blindar a empresa da corrupção, cumprir os planejamentos estratégicos e estabelecer uma regra "clara" para os preços dos combustíveis. Sem ser mais específico sobre como implementar tais pontos, Campos disse que eles dariam mais "estabilidade" às operações da estatal.

Saída do governo. Perguntado se não é um contrassenso criticar tão duramente um governo do qual até pouco tempo atrás fazia parte, já que PSB era da base aliada de Dilma Rousseff até o ano passado, Campos afirmou que o PSB tem identidade e personalidade próprias. "Saímos pela porta da frente", disse.

O ex-governador de Pernambuco disse que esteve com o governo Dilma nos primeiros anos, pois apoiava as ideias em torno do qual se elegeu. Citou a chamada "faxina" nos ministérios, feita por Dilma em 2011, como uma "sinalização de correção de rumo". Mas criticou a presidente dizendo que ela se "desviou desse caminho, começou a colocar pessoas atrasadas no centro do governo".