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Investigação pode demorar um ano, dizem peritos americanos

Técnicos afirmam que é 'muito cedo' para realizar qualquer suposição sobre o acidente que matou Campos e outras 6 pessoas

SANTOS - Peritos da Federação Americana de Aviação e da empresa Cessna que voltaram no início da manhã deste domingo, 17, ao Boqueirão, em Santos, no litoral paulista, por volta das 7h, no local onde caiu a aeronave com o ex-governador Eduardo Campos e outras seis vítimas, disseram que a investigação da tragédia pode demorar até um ano. 

"Vamos ficar aqui em Santos por uma semana, para colher todos os materiais possíveis. E só depois iniciar os trabalhos de investigação nos Estados Unidos. É muito cedo para falar em qualquer possibilidade ou suposição", disse um dos peritos americanos. Eles aceitaram conversar com a imprensa para explicar o trabalho que estão realizando, mas não quiseram gravar entrevistas ou fornecer o nome completo. 

Os três técnicos americanos estavam acompanhados de peritos do Centro de Prevenção e Investigação de Acidentes Aéreos (Cenipa). Eles ficaram cerca de três horas tentando localizar mais peças do avião no local onde foram feitas as escavações para a localização dos corpos. Por volta das 10h, os peritos americanos e brasileiros voltaram à Base Aérea do Guarujá. Dentro da base, eles tentam remontar pelo menos parte do avião onde estavam Campos e outras seis vítimas.

Peritos retomam buscas de restos do avião em bambuzal próximo ao local da queda
Peritos retomam buscas de restos do avião em bambuzal próximo ao local da queda

Por volta das 14h, o mesmo grupo de peritos vai voltar ao local do acidente para fazer uma nova análise do local e também para tentar encontrar novas peças. Eles pediram à Polícia Militar que quatro imóveis de um prédio na Rua Vahia de Abreu e a academia atingidos pelo avião permaneçam interditados por pelo menos mais uma semana. 

A movimentação de curiosos e de pessoas que levam flores para a rua do acidente é muito grande neste momento nas ruas do Boqueirão, bairro residencial de classe média alta de Santos. Na tenda onde é oferecido pela prefeitura de Santos, desde a quinta-feira, 14, atendimento psicológico, 13 pessoas foram atendidas.