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Investigação pode demorar um ano, dizem peritos americanos

Diego Zanchetta - O Estado de S. Paulo

17 Agosto 2014 | 11h 46

Técnicos afirmam que é 'muito cedo' para realizar qualquer suposição sobre o acidente que matou Campos e outras 6 pessoas

SANTOS - Peritos da Federação Americana de Aviação e da empresa Cessna que voltaram no início da manhã deste domingo, 17, ao Boqueirão, em Santos, no litoral paulista, por volta das 7h, no local onde caiu a aeronave com o ex-governador Eduardo Campos e outras seis vítimas, disseram que a investigação da tragédia pode demorar até um ano. 

"Vamos ficar aqui em Santos por uma semana, para colher todos os materiais possíveis. E só depois iniciar os trabalhos de investigação nos Estados Unidos. É muito cedo para falar em qualquer possibilidade ou suposição", disse um dos peritos americanos. Eles aceitaram conversar com a imprensa para explicar o trabalho que estão realizando, mas não quiseram gravar entrevistas ou fornecer o nome completo. 

Os três técnicos americanos estavam acompanhados de peritos do Centro de Prevenção e Investigação de Acidentes Aéreos (Cenipa). Eles ficaram cerca de três horas tentando localizar mais peças do avião no local onde foram feitas as escavações para a localização dos corpos. Por volta das 10h, os peritos americanos e brasileiros voltaram à Base Aérea do Guarujá. Dentro da base, eles tentam remontar pelo menos parte do avião onde estavam Campos e outras seis vítimas.

Diego Zanchetta/Estadão
Peritos retomam buscas de restos do avião em bambuzal próximo ao local da queda

Por volta das 14h, o mesmo grupo de peritos vai voltar ao local do acidente para fazer uma nova análise do local e também para tentar encontrar novas peças. Eles pediram à Polícia Militar que quatro imóveis de um prédio na Rua Vahia de Abreu e a academia atingidos pelo avião permaneçam interditados por pelo menos mais uma semana. 

A movimentação de curiosos e de pessoas que levam flores para a rua do acidente é muito grande neste momento nas ruas do Boqueirão, bairro residencial de classe média alta de Santos. Na tenda onde é oferecido pela prefeitura de Santos, desde a quinta-feira, 14, atendimento psicológico, 13 pessoas foram atendidas.

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