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Investigação depende da vontade majoritária da comissão, diz Renan

Bernardo Caram e Daiene Cardoso - Agência Estado

15 Maio 2014 | 19h 19

Para o presidente do Senado, 'não é problema' a inclusão de assuntos que atingem PSDB e PSB na CPI da Petrobrás, desde que mantido o foco; oposição chama comissão de 'chapa branca'

Brasília - (atualizado às 22h34) O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quinta-feira, 15, que a CPI da Petrobrás na Casa, que aprovou apurações envolvendo o PSDB e o PSB, vai encaminhar as investigações de acordo com a vontade da maioria dos membros da comissão.

"A investigação, efetivamente, não depende da vontade do presidente do Senado. Ela depende da vontade majoritária da comissão", disse o parlamentar do PMDB, legenda que é o principal aliado do governo Dilma Rousseff no Congresso.

Composta por dez senadores da base aliada e apenas três da oposição – a escolha dos nomes é proporcional às bancadas –, a CPI do Senado decidiu ontem que, além da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, também vai investigar as obras da estatal no Porto de Suape, em Pernambuco, além de apurar o afundamento da plataforma P-36 durante o governo Fernando Henrique Cardoso. A decisão visa atingir os partidos dos presidenciáveis Aécio Neves (PSDB), que tem FHC como um de seus principais aliados, e Eduardo Campos (PSB), que governava Pernambuco até abril.

Questionado pelo Estado se a estratégia é uma tentativa de constranger a oposição ou tirar o governo Dilma do foco da comissão, Renan afirmou não acreditar que isso esteja acontecendo. Segundo ele, a ampliação da abrangência das investigações não é um problema, desde que seja mantido o fato determinado, ou seja, desde que a apuração tenha a ver com contratos ligados à Petrobrás.

Mais uma. Sobre a instalação da CPI mista, envolvendo senadores e deputados, Renan disse que vai fazer exatamente o que está fazendo na CPI do Senado, seguindo prazos e ritos. "Para que não tenhamos tratamentos diferentes", afirmou o senador peemedebista. A oposição aposta na CPI mista porque o governo tem mais controle sobre o Senado do que sobre a Câmara dos Deputados.