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Inquérito investiga ameaça a presidente de tribunal do DF

Polícia Civil apura carta com intimidação a chefe da corte de contas e conselheiro por extinção de benefícios a PMs

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Gustavo Aguiar,
O Estado de S. Paulo

22 Janeiro 2016 | 05h00

BRASÍLIA - A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar uma carta que ameaça de morte o presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal, Renato Rainha, e Manoel de Andrade, um dos conselheiros do órgão. A suspeita é que a ameaça foi feita porque o tribunal determinou a devolução de um benefício pago irregularmente a reservistas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do DF. 

Na carta, enviada no dia 11 de janeiro, o remetente anônimo avisa que é da inteligência da PM e que há policiais prontos para matar Rainha e Andrade caso tenha de ser devolvida a chamada indenização de transporte – benefício para militares que, ao se aposentar, optavam por mudar de cidade.

O presidente do Tribunal de Contas do DF diz não se intimidar. Ex-delegado e ex-deputado, Rainha afirmou que já recebeu outras ameaças de morte, mas que sabe se proteger. “Vou redobrar o meu cuidado. Sempre andei armado e continuo andando, a lei me permite.” 

De acordo com Rainha, a Polícia Civil informou os comandantes da PM e dos bombeiros sobre a investigação. A PM, no entanto, afirmou que não havia sido comunicada formalmente até a tarde desta quinta-feira, 21. O Corpo de Bombeiros não quis se pronunciar.

O recurso questionado foi pago entre 1995 e 2002. Entre 1999 e 2001, o tribunal identificou que 350 PMs e 500 bombeiros mantiveram residência na capital federal mesmo tendo recebido o benefício. Os valores corrigidos variam de R$ 80 mil a R$ 200 mil e, na maioria dos casos já julgados, os valores estão sendo descontados da aposentadoria dos servidores. A indenização era calculada a partir da distância da cidade escolhida, da mobília transportada e do tamanho do veículo que faria a mudança.

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