Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

Indicação de Imbassahy é 'péssima ideia', diz líder do PTB

Jovair Arantes (GO) acredita que nomeação de tucano para Secretaria de Governo interfere na disputa do comando da Câmara

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2016 | 15h41

BRASÍLIA - O líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes (GO), afirmou nesta quinta-feira, 8, que a nomeação do líder do PSDB na Casa, deputado Antonio Imbassahy (BA), para a Secretaria de Governo é uma "péssima ideia". Em entrevista ao Broadcast Político, serviço de notícia em tempo real da Agência Estado, Arantes avaliou que a indicação do tucano é uma "interferência clara" do governo Michel Temer na próxima disputa pela presidência da Casa, prevista para fevereiro de 2017.

"Em se confirmando (a nomeação de Imbassahy), acho uma péssima ideia. Não que ele seja uma pessoa do mal, mas a base do governo na Câmara tem dois vieses: a antiga oposição (PSDB, DEM, PPS e PSB) e o que vocês (imprensa) chamam de Centrão. Isso é uma interferência clara do governo no processo que se avizinha", afirmou Arantes, um dos nomes do Centrão que deve se lançar candidato à presidência da Câmara.

Para o líder do PTB, a escolha de Imbassahy favorece à reeleição do atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Isso porque, segundo Arantes, a negociação para nomeação passou por acertos com o PSDB e PMDB para que os partidos apoiem Maia.

Nos bastidores, fala-se que, para não se opor ao nome do tucano, o PMDB exigiu ter a primeira-vice-presidência da Câmara na chapa de Maia. "No momento em que está se discutindo eleição para presidência da Câmara, qualquer movimento nessa direção cheira a intervenção do governo", afirmou o líder do PTB.

Ele disse que o governo não "conversou" com o Centrão sobre a indicação de Imbassahy. "Ontem (7), estive com presidente Michel Temer;, comunicamos nossa candidatura (à presidência da Câmara) e ele não falou nada de Imbassahy", disse. A nomeação de Imbassahy foi fechada por Temer e lideranças do PSDB nos últimos dias.

A previsão é de que a indicação seja oficialmente anunciada nos próximos dias e que o tucano tome posse até a próxima quarta-feira, 14. A nomeação faz parte da articulação do Palácio do Planalto para acalmar o PSDB e, assim, diminuir as críticas de tucanos ao governo Temer.

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