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Imbassahy: PIB mostra economia 'praticamente estagnada'

DAIENE CARDOSO - Agência Estado

30 Maio 2014 | 15h 49

O líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA), disse nesta sexta-feira, 30, que o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre indica que a economia está "praticamente estagnada e sem perspectiva de recuperação". De acordo com Imbassahy, empresários e famílias estão mais pessimistas, os investimentos continuam em queda e o País passa por um processo de desindustrialização.

"É o final melancólico de um governo que não deixará saudades", diz, em nota distribuída pela assessoria da bancada na Casa. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB cresceu 0,20% no primeiro trimestre de 2014 em relação aos últimos três meses de 2013. Na comparação com o primeiro trimestre de 2013, o Produto Interno Bruto avançou 1,90% no primeiro trimestre de 2014. "Os investimentos caíram, substancialmente, e os gastos do governo são a única coisa que cresce seguidamente, batendo em quase quatro vezes o crescimento do PIB no primeiro trimestre", afirma.

Conforme o líder do PSDB na Câmara, a paralisia da economia e o desperdício no uso dos recursos públicos marcam o governo do PT. "É a marca do governo Dilma: um quadro de estagnação com inflação alta, que penaliza, principalmente, os brasileiros mais pobres, reflexo do baixo investimento, das taxas de juros cada vez mais altas e do desperdício na utilização dos recursos públicos. Um governo que fracassou", considera.

Assim como o líder do DEM na Casa, Mendonça Filho (PE), Imbassahy acredita que a política econômica baseada no consumo interno chegou ao limite. "As famílias estão endividadas, sofrem com a inflação que corrói seu poder de compra, e a inadimplência já atingiu índices preocupantes", afirmou o líder do PSDB.

Imbassahy finaliza a nota classificando o crescimento econômico como "pífio", longe do cenário "irrealista" apresentado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Um País que quer crescer de forma sustentável tem de manter sua taxa de investimento em torno de 25% do PIB para permitir ganhos de produtividade e o aumento da produção de bens e serviços. Nossa taxa não chegou a 18% no primeiro trimestre de 2014 e, infelizmente, Dilma já deu todos os sinais de que não sabe o que fazer para reverter esse quadro", afirma.