Igreja Presbiteriana lança propostas de reforma política

Manifesto lançado na terça propõe fim da reeleição para o Legislativo, mudanças para nomeação de titulares dos tribunais superiores e fim do foro privilegiado

Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

01 Novembro 2017 | 11h54

A Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo lançou na terça-feira, 31, o manifesto Reforma Brasil. Inspirados pelo aniversário de 500 anos da  Reforma Protestante, o grupo propõe parâmetros para uma reforma política.

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Entre os principais pontos do manifesto estão o fim do foro privilegiado, o fim das reeleições para o Legislativo, aprimoramento dos mecanismos de nomeações para os tribunais superiores (Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Superior Tribunal Militar (STM))  e o fim do voto distrital. 

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O grupo também enfatizou a preocupação da utilização de títulos religiosos por parte de candidatos que se pretendem representantes dos evangélicos.  "É no mínimo questionável a seriedade de quem usa o seu título religioso com propósito eleitoral", disse o pastor Valdinei Ferreira.

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Para ele, " a sociedade precisa fazer as regras da política, e não os políticos de carreira que aí estão". "A classe política só tem no horizonte sua perpetuação no poder. Representação política não pode ser profissão", completou.

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O advogado Modesto Carvalhosa, que já colocou seu nome como candidato de uma eventual eleição indireta para presidente, foi o representante da sociedade civil no lançamento. Citando versículos bíblicos, Carvalhosa disse que " precisamos de um presidente que coloque o País em ordem". "Nas eleições de 2018, vamos ter coragem de fazer o certo e votar em pessoas independentes, comprometidas e descentes", afirmou. 

A ideia da Primeira Igreja Presbiteriana é trazer os candidatos à Presidência da República para conversar e debates no ano que vem. 

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