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Ibope/Estadão: Maioria quer Copa no Brasil, mas há temor de prejuízos

Daniel Bramatti - Estadão Dados

22 Fevereiro 2014 | 05h 00

Para 43% dos 2.002 entrevistados pelo instituto, o evento causará mais benefícios do que prejuízo; outros 40% acham o contrário

São Paulo - Pesquisa Ibope/Estado divulgada nesta sexta-feira, 21, revelou que os brasileiros estão divididos em relação aos possíveis efeitos da Copa do Mundo no País. Para 43%, o evento trará mais benefícios que prejuízos. Outros 40% pensam o contrário.

Apesar disso, a parcela da população favorável à realização do torneio de futebol no Brasil é majoritária: 58%. Para 38%, seria melhor se o evento fosse realizado em outro País.

Há grandes diferenças regionais de opinião em relação ao assunto. No Sudeste, 49% são a favor da Copa e 46%, contra. No Nordeste, o placar é de 72% a 25%. No Sudeste, 49% acham que o evento trará mais prejuízos que benefícios. Entre os nordestinos, apenas 25% manifestam a mesma opinião.

Para 25% dos entrevistados, a violência e os gastos de recursos públicos serão os maiores desafios que os organizadores da Copa terão de enfrentar. A seguir, no ranking, aparecem a desorganização (25%) e os protestos de rua (11%).

A imagem do Brasil vai melhorar com a realização do evento na opinião de 47% dos entrevistados. Para 37%, a imagem ficará mais negativa.

O levantamento do Ibope foi feito em 141 municípios e tem margem de erro de dois pontos porcentuais. Foram ouvidas 2.002 pessoas.

Aprovação. A pesquisa também aferiu que a taxa de aprovação ao governo Dilma Rousseff teve neste mês de fevereiro a primeira queda desde as manifestações de junho do ano passado. Segundo o Ibope/Estado, a parcela de brasileiros que considera a administração do País boa ou ótima diminuiu de 43% para 39% entre o início de dezembro e a metade de fevereiro.

Com esse refluxo, a avaliação positiva do governo voltou aos níveis observados entre agosto e novembro, quando oscilou entre 37% e 39%. Antes disso, a taxa havia sofrido um tombo, passando de 55% em pesquisa Ibope do início de junho para 31% em julho. Entre esses dois levantamentos ocorreu a massificação dos protestos de rua nas principais cidades do País.

Além de avaliar o governo como um todo, o Ibope pesquisou também a opinião dos brasileiros sobre o desempenho pessoal de Dilma na Presidência. Sua conduta é aprovada por 55% e desaprovada por 41%. Em dezembro, a taxa de aprovação era de 56% - ou seja, nesse caso, houve apenas uma oscilação negativa, dentro da margem de erro da pesquisa.