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Herdeiros de ‘mitos’ tucanos estão divididos

- Atualizado: 28 Fevereiro 2016 | 05h 00

Na família Montoro há um racha entre Doriae Matarazzo; Tripoli é o preferido dos Covas

 
 

São Paulo - O clima acirrado na reta final das prévias que definirão o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo dividiu as duas famílias tucanas mais tradicionais do Estado: os Covas e os Montoro.

Na disputa por apoios nos clãs dos dois ex-governadores, o deputado Ricardo Tripoli se consolidou como o preferido entre os Covas, enquanto o vereador Andrea Matarazzo e o empresário João Doria dividiram os Montoro.

“2016 é o ano do centenário do Montoro e faz 17 anos que ele morreu. Não lembravam muito dele em campanhas anteriores. É curioso que agora ele esteja no centro do processo das prévias”, afirmou Léo Coutinho, sobrinho-neto de Montoro.

Ele e sua mãe, Vera Montoro, apoiam Doria na disputa, mas dois filhos do ex-governador, Ricardo e Maria Lúcia, estão apoiando Matarazzo, enquanto André, neto de Montoro, e dirigente do grupo Conexão 45, ligado à juventude tucana, está trabalhando na campanha de Doria.

Ricardo Montoro gravou um vídeo de apoio à candidatura de Matarazzo que o vereador tem divulgado nas redes sociais. Na gravação, ele diz esperar que Matarazzo “trilhe caminhos mais ousados”. “Um abraço para o Andrea Matarazzo, um vereador brilhante. A gente espera que ele aceite a nossa convocação e vá trilhar caminhos mais ousados”, disse no vídeo.

Filiado ao PSDB desde o começo da década, mas sem tradição de militância na sigla, Doria tem usado imagens ao lado de Montoro na campanha interna e repetido em eventos e em entrevistas que foi um dos coordenadores de sua campanha ao governo paulista em 1982, quando foi eleito depois de vencer Luiz Inácio Lula da Silva.

Montoro foi uma das lideranças da campanha pela redemocratização e pelas eleições diretas para presidente da República. Ao lado de Tancredo Neves e Ulysses Guimarães, foi um dos líderes das Diretas, em 1984. Em 1988, foi um dos fundadores e presidente do PSDB.

O neto de Montoro gravou um vídeo apoiando João Doria, no qual afirma que o empresário “vai usar a tecnologia para a cidade melhorar”.

Covas. A maior parte da família do prefeito e governador de São Paulo, Mário Covas (1930-2001), apoia a candidatura de Tripoli, que, aos 28 anos, foi seu primeiro secretário de governo na Prefeitura de São Paulo. A filha, Renata, e o neto, Bruno, que é deputado federal, estão engajados na pré-campanha.

Renata integra o escritório político do deputado e, segundo ele, tem telefonado aos filiados do PSDB pedindo votos ao parlamentar. Já o vereador Mário Covas Neto, o Zuzinha, que também é filho do ex-governador, preferiu declarar-se neutro, já que é presidente municipal do PSDB. Covas Neto disse ao Estado que se manterá imparcial, mas que tende a rejeitar a hipótese de apoiar Tripoli.

“Eu estou neutro. E não devo me posicionar, mas, se fosse considerar o tratamento que recebi do Tripoli, Bruno (Covas) e José Aníbal, a candidatura do Tripoli é a mais distante”, afirmou.

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