Mastrangelo Reino/ESTADAO
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Henrique Pizzolato poderá ser extraditado a partir de 7 de outubro

Ministério da Justiça italiano anuncia data em que condenado no mensalão estará à disposição das autoridades brasileiras

Janaina Cesar, Especial para O Estado de S. Paulo

01 Outubro 2015 | 15h15

Roma - O Ministério da Justiça da Itália anunciou nesta quinta-feira, 1º, que o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no julgamento do mensalão, estará disponível para extradição a partir de 7 de outubro. O governo brasileiro terá 20 dias, contados dessa data em diante, para organizar seu retorno ao País. A informação foi dada por Giuseppe Alvenzio, representante do Ministério da Justiça italiano. O governo brasileiro deve ser comunicado oficialmente ainda hoje.

Segundo Albenzio, foi enviada comunicação oficial tanto ao Ministério Público de Módena quanto à Penitenciária Sant'Anna para que avisassem Pizzolato do fato.

Pizzolato foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva no julgamento do mensalão, em 2012. Ele fugiu para Itália em 2013 usando passaporte falso em nome do irmão Celso, morto havia mais de 30 anos, e foi preso em fevereiro do ano passado, na casa de um sobrinho, em Maranello.

O ex-diretor ficou até 28 de outubro de 2014 na penitenciária de Módena, quando o Tribunal de Bolonha negou sua extradição ao Brasil. Ele ficou livre até 11 de fevereiro deste ano, quando a Corte de Cassação concedeu a extradição, decisão contra a qual entrou com o pedido de liminar, derrubada agora. Em 22 de setembro, o Conselho de Estado, segunda instância da justiça administrativa da Itália, derrubou a última liminar que mantinha o brasileiro preso no país europeu.

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