Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

Haddad vai coordenar programa de governo de Lula em 2018

PT formaliza nome de ex-prefeito na campanha de 2018; petistas negam que escolha possa servir de plano B ao Planalto

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

19 Dezembro 2017 | 09h27

O PT formalizou na segunda-feira, 18, a escolha do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad para coordenar o programa de governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha eleitoral de 2018. A coordenação geral da campanha ficará a cargo da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente nacional do partido, que comunicou a escolha de Haddad durante reunião do Diretório Nacional do PT, sábado, em São Paulo.

O ex-prefeito já vinha atuando informalmente como coordenador do grupo de colaboradores de Lula desde o primeiro semestre. Haddad vai representar o Instituto Lula na coordenação do programa de governo.

Além dele, o economista Márcio Pochmann, presidente da Fundação Perseu Abramo, e o ex-deputado Renato Simões (SP), representando a Executiva Nacional do PT, vão compor o núcleo da equipe de programa de governo. Outros nomes do partido serão escolhidos para comandar grupos setoriais. Um deles é o ex-deputado Newton Lima (SP), que deve cuidar da área de Educação.

Ao ser formalizado no cargo de coordenador do programa de governo, Haddad assume papel central na pré-campanha de Lula. Em 2002, a função foi exercida por Celso Daniel (assassinado em janeiro daquele ano) e Antonio Palocci, que viria a se tornar ministro da Fazenda.

Em 2006, 2010 e 2014, quando o PT diminuiu o tamanho e a importância dos programas, a coordenação ficou a cargo de Marco Aurélio Garcia, morto em julho deste ano.

Segundo dirigentes do PT, o fato de assumir a coordenação do programa de governo não impede que Haddad venha a disputar algum cargo eletivo em 2018. Ele é cotado para ser candidato a senador, mas setores do partido defendem seu nome para disputar o governo de São Paulo ou uma vaga na Câmara.

Os petistas, no entanto, descartam que a escolha tenha algo a ver com a possibilidade de Haddad ser o plano B do PT caso Lula seja impedido pela Justiça de ser candidato em 2018. Segundo fontes do partido, o sentido é justamente o contrário. A ordem no PT é afastar as especulações sobre plano B e reforçar a impressão de que a pré-candidatura de Lula está a pleno vapor, apesar da ameaça judicial.

 

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