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Haddad diz que deixa Ministério da Educação em janeiro

Gustavo Uribe e Daiene Cardoso, da Agência Estado

19 Dezembro 2011 | 11h 39

Ministro evitou falar sobre sucessor e garantiu que terá apoio '100%' de Marta Suplicy em sua campanha para disputar a Prefeitura de SP

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira, 19, que deixará a pasta em janeiro para se preparar para a eleição municipal de São Paulo em 2012. O ministro, pré-candidato do PT, concedeu entrevista à rádio Estadão ESPN e informou que a presidente Dilma Rousseff estabeleceu o mês de janeiro para se desligar do cargo. Ele ressaltou que pretende, nos próximos meses, estudar os problemas da capital para compor seu programa de governo para a disputa eleitoral.

Haddad disse não ter ainda informação de que o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, o substituirá no cargo e evitou sugerir nomes para a presidente Dilma. "Não tenho a informação do Mercadante, não conversei com a presidente sobre o assunto", afirmou.

Sobre sua campanha, Haddad afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende entrar firme na campanha para a sucessão da prefeitura de São Paulo já em março, quando deverá ter encerrado o tratamento médico contra um câncer na laringe. Em janeiro, Lula ainda será submetido a sessões de radioterapia. O ministro disse ter conversado neste fim de semana com o ex-presidente, que disse estar confiante na cura da doença. "Mas Lula disse que podemos contar ele a partir de março", destacou.

O ministro refutou avaliações de que o PT entrará dividido na disputa municipal por conta da falta de uma eleição interna para a escolha do candidato. Segundo ele, a sigla está unida, inclusive com o apoio da senadora Marta Suplicy (PT-SP), que também desejava disputar a sucessão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) em 2012.

Marta, segundo Haddad, informou ao PT municipal que estará à disposição para contribuir com a eleição. O ministro disse esperar "100%" de engajamento da senadora na campanha petista de 2012.

Balanço. O ministro destacou que o atual momento é de consolidação das políticas públicas na área educacional e afirmou que entregará a pasta com um orçamento de aproximadamente R$ 80 bilhões. Haddad disse que o governo federal estuda duas iniciativas para combater o analfabetismo no País. Uma delas é um programa de alfabetização de jovens entre 10 e 14 anos de idade. A outra é um programa de alfabetização nas zonas rurais. "As taxas de analfabetismo vêm caindo drasticamente", afirmou. "Mas as desigualdades regionais ainda são muito grandes."