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Guimarães: PT aprova alerta aos 'fantasmas do passado'

RICARDO DELLA COLETTA - Agência Estado

26 Maio 2014 | 15h 25

O vice-presidente nacional do PT, deputado federal José Guimarães (CE), afirmou nesta segunda-feira, 26, que a Executiva do partido entendeu como "positiva" a estratégia de veicular, nas inserções do partido, o vídeo que alerta a população para "fantasmas do passado", relacionando temas como miséria e desemprego às administrações do PSDB.

"Foi avaliado positivamente. Não estamos tratando de fantasmas do presente ou do passado. São as coisas como elas são", disse o petista. "Quem disse que a política de valorização do salário mínimo está alta? Quem disse que as taxas de juros precisam ser relevadas? Quem disse que para conter a inflação é preciso aumentar as taxas de juros? Não fomos nós. Então aqui se faz, aqui se diz e aqui se paga o preço político", declarou o deputado, ao sair de reunião da Executiva Nacional do PT, em Brasília.

O petista relatou ainda que a Executiva da legenda também entendeu como acertada a estratégia iniciada com o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff em comemoração ao Dia do Trabalho, quando ela anunciou um pacote de benefícios sociais, como o reajuste de 10% para o Bolsa Família e a correção em 4,5% da tabela do Imposto de Renda. Também foi apontado no encontro, segundo Guimarães, que a sigla continuará na estratégia de "polarização com o PSDB". "A opinião é que não tem recuo".

Perguntado pelo Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, se as três decisões judiciais que determinaram a retirada de trechos da propaganda em que o PT evoca os "fantasmas do passado" poderiam levar à revisão da estratégia, o deputado federal afirmou que isso é "um problema jurídico". "Do ponto de vista político, não tem volta", concluiu.

Fantasmas.

Na inserção de 1 minuto que estreou no dia 13, a propaganda do PT mostra personagens em dois momentos: hoje em dia, com situação econômica e de emprego favorável, e no passado, com imagens de miséria, penúria e desemprego. O vídeo também foi exibido no dia 15, quando o PT teve direito a 3 minutos de inserções em todos os canais de televisão do País. A mesma peça abriu o bloco de 10 minutos de propaganda partidária na noite do dia 15.

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