Guerra conquista apoio de Alckmin para presidir PSDB

Ex-governador quer estar liberado para se candidatar à prefeitura de SP em 2008

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 12h52

Está praticamente fechado o acordo da cúpula do PSDB em torno da sucessão do senador Tasso Jereissati (CE) na presidência do partido. O senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) avançou na consolidação de sua candidatura ao comando partidário, conquistando o apoio do ex-governador tucano Geraldo Alckmin. Os dois tiveram um encontro reservado em São Paulo na tarde de ontem e, segundo relato de Guerra a um dirigente do partido, Alckmin deixou claro que não tem pretensão de presidir o PSDB porque quer estar liberado para disputar a prefeitura de São Paulo em 2008. "O Geraldo disse que não é candidato a presidente do PSDB, mas que quer ajudar o partido e acha muito bom que o Sérgio assuma a direção", conta o dirigente tucano, ao confirmar a disposição do ex-governador de disputar o cargo de prefeito da capital. Segundo ele, a conversa foi "muito tranqüila" porque o senador e o ex-governador são amigos e têm diálogo muito fácil desde os tempos da última eleição presidencial, quando Guerra coordenou a campanha de Alckmin. Feito o entendimento, os dois foram ao encontro do governador de São Paulo, José Serra, e selaram o acordo. Acerto Antes de fechar o acerto com as principais lideranças paulistas, o senador Guerra teve o cuidado de buscar o apoio de Minas Gerais a seu projeto. Há cerca de um mês, ele procurou pessoalmente o governador Aécio Neves (PSDB-MG) em Belo Horizonte e anunciou sua pretensão de comandar a legenda. A única preocupação de Aécio, na ocasião, foi quanto ao projeto político do atual presidente do PSDB. Ele queria ter a certeza de que Tasso não tinha mesmo nenhuma pretensão de se recandidatar ao posto. Guerra esclareceu que, neste caso, ele já havia antecipado que retiraria seu nome da disputa, em favor do próprio Tasso. "O Aécio vê com bons olhos esta candidatura e o nome do Sérgio está bem encaminhada no partido", avalia o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). O senador mineiro acredita que as principais alternativas a Guerra seriam o próprio Tasso e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Mas se o Tasso não quer continuar, o entendimento fica mais fácil. O Fernando Henrique está bem homenageado, uma vez que já é presidente de honra do partido", completou Azeredo. Neste cenário, o senador Marconi Perillo (PSDB-GO), que também foi cogitado para comandar o partido, pode acabar disputando a liderança tucana no Senado, em substituição a Arthur Virgílio (PSDB-AM). Entendimento "Se o Sérgio conversou com o Geraldo e chegou a um entendimento, isto facilita muito a convergência em torno do nome dele e vamos unindo o partido", avaliou à noite o líder do PSDB na Câmara, Antonio Carlos Pannunzio (SP). "Com isto, o PSDB tem um tremendo candidato a prefeito da capital e fica mais forte para ampliar o número de prefeituras importantes no Estado, que já é grande", diz o líder, ao lembrar que a posição do PSDB em Minas, visando à disputa municipal, também é bastante forte.

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