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Gravação de conversa de Dilma e Lula foi uma arbitrariedade, diz Jaques Wagner

Recém-nomeado para o gabinete da Presidência disse ser favorável às investigações, mas ressaltou que ‘grampo é inadmissível’

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Tânia Monteiro,
O Estado de S.Paulo

16 Março 2016 | 21h21

Recém-nomeado para o cargo de ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência, Jaques Wagner afirmou nesta quarta-feira, 16, que a gravação do telefonema entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi uma arbitrariedade. "Não se pode violar ou interceptar o telefone da presidente da República. Isso fere a segurança dela. Não sabemos como ele (Sérgio Moro, juiz) conseguiu violar o sistema da presidente", afirmou o ministro, em declaração divulgada por meio de sua assessoria de imprensa.

Wagner disse ser favorável às investigações, mas ressaltou que "grampo é inadmissível". Ainda segundo ele, a conversa entre Dilma e Lula, nomeado ministro-chefe da Casa Civil, foi interpretada fora do contexto. "Os diálogos estão sendo interpretados fora do contexto para criar fato político negativo", afirmou. Jaques Wagner está em Salvador (BA) e retorna a Brasília na quinta-feira, 17. 

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