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Graça Foster diz que Petrobrás usa decreto da época FHC em suas compras

RICARDO BRITO E NIVALDO SOUZA - Agência Estado

15 Abril 2014 | 14h 53

Presidente da estatal rebateu questionamentos sobre operações realizadas pela empresa e evitou comentar sobre CPI

Brasília - A presidente da Petrobrás, Graça Foster afirmou que a estatal usa um decreto editado na época do governo Fernando Henrique Cardoso em suas compras. O comentário ocorre depois das críticas de que a estatal utiliza um regime de contratações diferente da Lei de Licitações (8.666/1993) em suas operações.

"Nós temos a prerrogativa deste decreto, fazemos uma tomada de preços", afirmou Graça, em depoimento a duas comissões temáticas do Senado. "Não é uma criação de 2003 para cá, mas uma prática importante para a nossa companhia", completou.

A presidente da Petrobrás mencionou ainda o fato de que há cerca de 60 a 70 empresas que operam no Brasil competindo com a estatal.

Pasadena. Quando questionada sobre o Comitê de Proprietários de Pasadena, ela admitiu que não tinha conhecimento do órgão colegiado,que não respondia à diretoria da estatal e tinha como representante o ex-diretor Paulo Roberto Costa, preso pela Polícia Federal na operação Lava Jato.

Foster evitou ainda se posicionar sobre uma eventual abertura da CPI para investigar assuntos que envolvem a estatal. "Não vou me posicionar sobre a CPI. Não tenho conhecimento técnico sobre ela", disse em audiência pública a duas comissões do Senado.

Os líderes do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), do DEM, Agripino Maia (RN), e do Psol, Randolfe Rodrigues (AP), defenderam durante o encontro a abertura da comissão parlamentar de inquérito para dar a Graça Foster os instrumentos para "passar a limpo" a estatal. Eles questionaram a eficácia de apurações internas.