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Graça: Abreu e Lima tem previsão de custo de US$ 18,4 bi

RICARDO BRITO E RICARDO DELLA COLETTA - Agência Estado

27 Maio 2014 | 12h 09

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou nesta terça-feira, 27, que a execução da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, está com três anos de atraso. Ela informou ainda que a projeção atual de custo para a refinaria está US$ 18,4 bilhões, sendo que o projeto de partida para a obra era de R$ 13,36 bilhões.

Graça, que participa de audiência nesta manhã na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que apura denúncias de irregularidades na Petrobras, informou ainda que a realização física de Abreu e Lima está hoje em 87%. Já a realização financeira, de acordo com a executiva, é de 84%.

Ela disse que o projeto inicial de 2005, orçado em R$ 2,4 bilhões, era apenas uma projeção, que não continha outros investimentos que posteriormente foram incluídos no projeto. "A refinaria que nós começamos a construir foi na fase três, já com valores ajustados. (Éramos) sabedores de que tínhamos que construir muito mais do que a refinaria", justificou. "Com R$ 2,4 bilhões não seria possível construir essa refinaria, no nível de conversão desejado, em qualquer lugar do mundo", justificou.

Ela pontuou que os aportes em Abreu e Lima comportam obras no "extra-muro", como píer e rodovia. Até o momento, segundo Graça, foram efetivamente gastos R$ 15,8 bilhões. "Abreu e Lima é extremamente importante. Precisamos dela e o lugar correto é em Pernambuco", finalizou a presidente.

A executiva afirmou ainda que desde 1999 o planejamento estratégico da estatal previa a busca de refinarias no exterior. Ela disse foram feitas aquisições, por exemplo, na Bolívia e na Argentina. Graça Foster disse também que, após a descoberta da camada do pré-sal, em 2007, a estatal decidiu "desinvestir" em algumas das refinarias e vendeu San Lorenzo.

SBM Offshore

Graça revelou também que a Petrobras começou a interagir pela primeira vez com a holandesa SBM Offshore em 1996. A empresa da Holanda, que aluga navios-plataforma (FPSOs), foi apontada em denúncia como suposta fonte de pagamento de propinas a funcionários da Petrobras para fechar negócios.

A executiva detalhou que a Petrobras hoje possui 96 navios-plataforma em operação, sendo que 43 são afretados - modalidade na qual se insere a SBM e outras duas empresas que alugam navios-plataforma. De acordo com ela, o processo para firmar essas parcerias é "bastante detalhado". Ela finalizou dizendo que todas as informações envolvendo as denúncias sobre a SBM estão sendo encaminhadas aos órgãos de controle.

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