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Governo frustra intenções do 'blocão' e consegue adiar convocação de ministros

Sessão que iria analisar requerimentos foi reagendada, tranferindo para semana que vem uma das estratégias de pressão de parlamentares insatisfeitos contra o Planalto

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Ricardo Della Coletta ,
O Estado de S. Paulo

11 Março 2014 | 17h01

Brasília - No primeiro embate com o chamado 'blocão', grupo de parlamentares que pretende aprovar pautas caras ao governo como forma de pressão, a base aliada do Planalto conseguiu a primeira vantagem nesta terça-feira, 11, com o adiamento da sessão de análise dos primeiros requerimentos de convocação de ministros ao Congresso Nacional. A Comissão Mista de Orçamento (CMO) não alcançou quórum deliberativo e a sessão foi reagendada para a próxima semana, no dia 18.

Os requerimentos de convocação são uma estratégia da oposição para desgastar o governo Dilma Rousseff e ganharam o apoio de membros da base em meio à crise do PMDB com o Planalto.

Na pauta, constam requerimentos para convocar o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, para prestar esclarecimentos sobre problemas com empenho de emendas na pasta. Também está na pauta um pedido de convocação da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, para explicar um decreto que autorizou no ano passado a contratação, sem licitação, da Geap Autogestão em Saúde.

Em meio à crise política entre o governo e os partidos aliados na Câmara, o Planalto trabalha para evitar a convocação de ministros ao Congresso. Segundo o líder do PT, deputado Vicentinho (SP), o partido vai trabalhar para transformar os requerimentos de convocação em convites, que têm menos peso político.

Ao todo há 21 pedidos de convocação de ministros tramitando em diferentes comissões da Câmara dos Deputados, que incluem o ministro da Saúde, Arthur Chioro, de Minas e Energia, Edison Lobão, e da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

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