Governo estadual irá administrar Porto de São Sebastião

Convênio entre Estado e União terá prazo de concessão de 25 anos renováveis

Agencia Estado

18 Junho 2007 | 09h39

A União e o governo do Estado de São Paulo assinaram nesta sexta-feira, 15, convênio que transfere a administração do Porto de São Sebastião da Dersa para o governo paulista. Pelo acordo, será criada uma nova empresa denominada Companhia Docas de São Sebastião e o prazo de concessão será de 25 anos renováveis. No discurso que realizou na cerimônia, o governador José Serra (PSDB) lamentou o fato de o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não ter acatado sua sugestão de transferir a administração do Porto de Santos para o governo de São Paulo. Apesar da reclamação, Serra afirmou que não vai deixar de colaborar com a administração portuária de Santos. "Queremos que o Porto de Santos dê certo, porque é o maior do País e seus problemas precisam ser superados. Vamos cooperar, porque não apostamos no quanto pior, melhor", emendou. "Temos a idéia de elevar a capacidade deste porto, que movimenta 480 mil toneladas por ano, e realizar projetos em seu entorno em parceria com o setor privado", declarou José Serra. O ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, disse que a decisão de manter o Porto de Santos sob a administração da União é estratégica e política. "Este é um porto do Brasil e a administração da União é muito importante, porque atende o País inteiro. Daí a decisão do governo federal em mantê-lo sob sua gestão", frisou Brito. Ao falar sobre o Porto de São Sebastião, o ministro disse que houve um aprimoramento no contrato de delegação para o governo paulista. Brito anunciou também que todos os portos do País passarão por uma completa reformulação em suas gestões, numa espécie de reforma administrativa. "Vamos dar mais autoridade aos conselhos de administração portuária e transformá-los numa gestão profissional, escolhendo executivos do mercado para gerir os portos", destacou o ministro, após participar de cerimônia no Palácio dos Bandeirantes. O ministro disse que a idéia central deste projeto de reformulação é fazer com que os portos se transformem em empresas geradoras de lucro e competitividade no mercado. Ele citou, ainda, que o governo federal fará concurso público para renovar parte das equipes técnicas que atuam nos portos. "Vamos realizar um treinamento permanente da mão-de-obra", emendou.

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