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Governo está 'à beira de um ataque de nervos', diz Aécio sobre CPI

Tiago Décimo - O Estado de S. Paulo

14 Abril 2014 | 17h 53

Em evento para lançar a chapa de oposição do governo petista de Jaques Wagner na Bahia, tucano afirmou que vai ao STF nesta terça pedir uma liminar para instalar a comissão para investigar a estatal

Pré-candidato do PSDB à Presidência, o senador mineiro Aécio Neves diz ver "o governo federal à beira de um ataque de nervos" por causa da proposta de criação de uma CPI para investigar exclusivamente a Petrobrás. "Nós queremos apenas que as pessoas envolvidas vão lá (ao Congresso) para nos explicar, efetivamente, o que aconteceu", disse, nesta segunda-feira, 14, durante o lançamento da chapa de oposição ao governo petista de Jaques Wagner na Bahia. "A CPI não tem o poder de julgar ou condenar quem quer que seja, mas tem o poder para fazer as investigações - e se houver delitos, que quem os cometeu seja responsabilizado."

O tucano confirmou que, na terça pela manhã, irá ao Supremo Tribunal Federal para encontrar a ministra Rosa Weber e pedir uma liminar para a instalação de uma CPI exclusiva sobre Petrobrás. "Esperamos que possa haver essa liminar, que permita a investigação em relação a esse desatino que tomou conta do comando da empresa e causou prejuízos seríssimos."

Apesar do discurso, Aécio disse não ser contra "nenhum tipo de investigação" por parte dos parlamentares, desde que sejam criadas outras CPIs. "Que sejam feitas (outras investigações), a base governista tem maioria suficiente para investigar qualquer tema", afirma. "Já disse que coloco minha assinatura em qualquer investigação, mas permitam que a sociedade brasileira saiba qual a governança, quais os objetivos, a quem interessava uma direção como essa (da Petrobrás), que hoje tem um diretor preso e a cada dia surgem mais denúncias que envergonham os brasileiros."

O senador adotou o modelo de gestão da empresa como foco de suas críticas ao governo federal e ainda disse querer "reestatizar" a empresa. "Diziam que a gente ia privatizar a Petrobrás, mas o que eu quero é reestatizar a Petrobrás", afirmou. "Quero tirá-la das garras de um partido que a ocupou para fazer negócios e entregá-la, novamente, aos interesses maiores da população brasileira."