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Governistas serão maioria em CPI Mista da Petrobras

DAIENE CARDOSO - Agência Estado

30 Abril 2014 | 16h 49

Se os líderes do Congresso optarem pela criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, a base aliada do governo deve ficar com ampla maioria dos 32 membros do grupo de trabalho. Somando as duas Casas, Senado e Câmara, os partidos que fazem oposição ao governo devem ter oito membros e o bloco aliado 24.

A presidência e a relatoria devem ser divididas entre PMDB e PT, os maiores partidos da Câmara e do Senado. Mais cedo, o líder do PMDB, Eunício Oliveira, disse que a sigla pretende indicar um nome para a presidência da CPI exclusiva do Senado, sobrando assim a relatoria para o PT. Se prevalecer a comissão mista, esse cenário pode mudar.

Pelos critérios do Congresso, soma-se aos 26 parlamentares (13 do Senado e 13 da Câmara) previstos no requerimento de instalação da CPMI uma vaga de rodízio dos partidos nanicos, além dos 10% das vagas do PSD. Em 2012, quando o PSD foi criado, o plenário do Congresso Nacional aprovou uma resolução que abriu vagas em comissões mistas para serem ocupadas por parlamentares do PSD. O projeto aumentou em 10% até 2015 o número de vagas nessas comissões para atender à nova legenda. Na ocasião, o PSD pode indicar dois deputados para a CPI do Cachoeira.

Num cálculo preliminar que o Broadcast Político teve acesso, no Senado, o bloco da maioria (PMDB, PP, PSD e PV) deve indicar cinco nomes, o bloco do governo (PT, PDT, PCdoB e PRB) outros cinco, a minoria (PSDB, DEM e SDD) três, o bloco União e Força (PTB, PR e PSC) dois e, a única vaga de rodízio, possivelmente será preenchida pelo PROS. PSB e PSOL aparecem teoricamente como parte integrante do bloco do governo no Senado, mas na prática as duas siglas atuam de forma independente.

As outras 16 vagas devem ser divididas entre os deputados. PT, PMDB e PSD devem ter dois membros cada. Já os demais partidos (PSDB, PP, PR, PSB, DEM, SDD, PTB, PROS, PDT e o bloco PV-PPS) terão um indicado cada. Caso não haja acordo com os aliados do Planalto e a CPI exclusiva do Senado seja a escolha dos líderes, o governo também tende a ser beneficiado, uma vez que a oposição só poderá indicar três senadores.