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Governador do TO é acusado de gastar verba com joias

Alvo de um processo de cassação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder econômico e compra de votos, o governador de Tocantins, Marcelo Miranda, está envolvido em um novo escândalo. A ex-assessora do governo Ângela Costa Alves entregou documentos à Polícia Federal que indicam que dinheiro público foi usado para comprar presentes, como roupas de grife e joias para a primeira-dama do Estado, Dulce Miranda. Até o final deste semestre, o TSE deverá julgar o processo contra Miranda. Para o Ministério Público Eleitoral, o TSE tem de cassar o mandato do governador. Por enquanto, não há sinais de que o TSE levará em conta recentes acusações feitas por uma ex-secretária do governador.

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MARIÂNGELA GALLUCCI ,
Agencia Estado

18 Maio 2009 | 19h19

Advogado de Miranda, Admar Gonzaga nega que tenham ocorrido irregularidades. Ele disse que, assim como outros governadores, Miranda resolveu fazer um "governo itinerante". "É um modelo de gestão", afirmou. "Não há nos autos comprovação de entrega de dinheiro e corrupção", disse o advogado. Gonzaga afirmou que não serão incluídas no processo que tramita no TSE as suspeitas levantadas recentemente contra o governador pela ex-assessora, que trabalhou com a primeira-dama.

No processo que tramita no TSE, o Ministério Público Eleitoral afirma que o equilíbrio da eleição foi afetado por atos do governador que, de acordo com a acusação, teriam incluído o preenchimento de cargos públicos, o uso indevido dos meios de comunicação e a distribuição de casas, óculos e cestas básicas. "Pelo elevado número de ações praticadas pelos recorridos (Marcelo Miranda e seu vice, Paulo Sidnei Antunes) no sentido de transparecer a efetiva participação em programas sociais, restou comprovado, no presente caso, a ocorrência de abuso de poder, sendo que as condutas praticadas irregularmente tinham capacidade e potencialidade para, somadas, influenciar no resultado do pleito em favor do governador-candidato à reeleição. Contaminou-se, então, a lisura do pleito de forma a quebrar a legitimidade da eleição e o equilíbrio da disputa", sustenta o Ministério Público Eleitoral.

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