Governador de SC diz ser contra separar Estados do Sul do resto do País

Raimundo Colombo (PSD) afirma que não defende 'isso'; de acordo com plebiscito informal, 95,74% de 616,9 mil votantes disseram sim à separação de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná do Brasil

Isadora Peron e Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2016 | 13h25

BRASÍLIA - Após reunião com o presidente Michel Temer, o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), reagiu nesta quinta-feira, 6, com ironia e disse ser contra a iniciativa de separar os três Estados do Sul do resto do Brasil. No sábado, a maioria dos cidadãos que participaram de um plebiscito informal realizado na região se mostraram favoráveis à ideia.

“Eu sou brasileiro, quero o Brasil unido e forte. Eu não defendo isso, acho que nós temos que unir e superar as nossas dificuldades, não separar e achar culpados”, afirmou.

Colombo fez parte de grupo de governadores que se reuniu com Temer nesta quinta-feira para falar sobre a reforma da Previdência.

De acordo com o resultado divulgado pela comissão organizadora do plebiscito informal, o Plebisul, 95,74% dos 616.917 votantes disseram “sim” para a ideia de criar um novo País. O Rio Grande do Sul teve o maior número de participantes, 320.280, e a maior porcentagem de pessoas favoráveis à separação: 97,21%.

Uma das principais justificativas do grupo para propor a separação é a de que os Estados do Sul são mais ricos e levam desvantagem no pacto federativo. Eles não concordam com a proporção de impostos arrecadada pela União nem com o retorno recebido pelos Estados e municípios na forma de investimento direto.

O projeto de separar os três Estados e criar um novo País não é permitido pela Constituição Federal. O primeiro artigo estabelece que a República Federativa do Brasil é formada pela "união indissolúvel" dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal.

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