Governador de GO pede investigação contra si

A pedido de Marconi Perillo (PSDB), advogado vai recorrer ao procurador-geral da República com objetivo de comprovar inexistência de ligação entre seu cliente e Cachoeira

Ricardo Brito, da Agência Estado

26 Abril 2012 | 12h15

BRASÍLIA - O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, que defende o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), vai pedir na tarde desta quina-feira, 26, que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, abra uma investigação contra o tucano. Kakay, como é conhecido, disse que tomou esta "inédita" iniciativa a pedido do seu cliente.

Reportagem do Estado desta quinta revela que o inquérito da Polícia Federal na Operação Monte Carlo indica que intermediários do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, entregaram "grande quantidade de dinheiro" a Perillo, no Palácio das Esmeraldas, sede do Poder Executivo local.

"Estou fazendo uma coisa inédita a pedido do meu cliente. Vou pedir ao Procuradoria Geral da República (PGR) que seja aberta uma investigação contra o governador. A imagem dele (Perillo) está sendo deturpada e a investigação vai nos ajudar a mostrar isso", afirmou Kakay, que também é advogado do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), outro envolvido com o contraventor.

Gurgel poderá arquivar a representação do advogado de Perillo, pedir mais informações para instruir o caso ou até pedir, se considerar que há indícios suficientes, a abertura de inquérito contra o governador de Goiás no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O procurador-geral já anunciou que pedirá uma investigação no STJ contra o governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz, também por suposto envolvimento com Cachoeira.

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