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Goldman coordenará campanha de Aécio em São Paulo

Elizabeth Lopes e José Roberto Castro - Aência Estado

23 Abril 2014 | 20h 16

Ex-governador do Estado e vice-presidente nacional do PSDB atuará no maior colégio eleitoral do País e admite que disputa será 'dura e competitiva'

São Paulo - Após ser aclamado na terça-feira, 22, pelos dirigentes dos 27 diretórios estaduais do PSDB como candidato da legenda à presidência da República nessas eleições, fato que será oficializado no dia 14 de junho, o senador Aécio Neves (MG) já começa a montar o seu QG de campanha. Para coordenar sua corrida ao Palácio do Planalto em um dos Estados mais estratégicos e maior colégio eleitoral do País, São Paulo, o senador mineiro convidou o ex-governador e vice-presidente nacional da sigla, Alberto Goldman.

"Quem deve anunciar oficialmente o meu nome é o Aécio", disse Goldman, em entrevista ao Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado. Mas, confirmou que, no encontro dos dirigentes partidários na terça, em Brasília, recebeu o convite do senador mineiro. "Já conversei com o Geraldo Alckmin (governador tucano do Estado) e com outros dirigentes e falei para o Aécio que estou disposto a aceitar a missão."

Goldman disse que a tarefa de coordenar uma campanha desse porte em São Paulo vai exigir muito mais que experiência e conhecimento. Ele se disse animado com a nova tarefa, apesar de saber que sua vida irá mudar muito nos próximos meses por conta do ritmo da corrida eleitoral. "Vamos ter de mobilizar o eleitorado, que deseja mudanças, numa corrida eleitoral que deverá ser muito dura e competitiva."

No seu entender, o escândalo da Petrobrás deve ser um catalisador de outros que ainda devem surgir nos próximos meses. "A maior empresa brasileira, que já foi usada de forma desonesta pelo PT contra nós (referindo-se ao fato de que, nas campanhas passadas, o PT dizia que os tucanos iriam privatizá-la) é hoje o símbolo do maior desgaste do governo petista. E deve vir muito mais coisas por aí, pois a caixa preta foi aberta."

Sobre o fato de as pesquisas de intenção de voto não registrarem uma reação da oposição à queda na avaliação da presidente Dilma, Alberto Goldman destaca que a campanha eleitoral "pra valer" começa com a exposição dos candidatos no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, no mês de agosto. "Até lá, apenas Dilma é conhecida, pois está todos os dias na TV e no noticiário. E, mesmo assim, continua caindo nas pesquisas", alfinetou.

Lula. O vice-presidente nacional do PSDB disse também que não teme o propagado poderio do ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva como cabo eleitoral numa campanha. "A mim, o Lula nunca assustou. E com o fim da era do PT no poder, as próprias pesquisas começam a mostrar também o seu desgaste. O padrão das últimas eleições é que, quando um governo está mal avaliado, ele não se reelege e nem faz seu sucessor e estamos vendo isso (com relação ao governo Dilma Rousseff), com reflexos também no Lula."

Para Goldman, um dos maiores desafios da oposição nesta campanha, não apenas de Aécio Neves, mas também de Eduardo Campos (PSB), será a adesão do contingente de eleitores que está desiludido com a atual gestão federal. Ele cita as pesquisas que indicam que mais de 70% dos pesquisados desejam mudança. "Nós, do PSDB, temos condições de apresentar as propostas que devem gerar essas mudanças no País, pois temos história e credibilidade."