Garcia chama de ridículas as críticas ao aumento para cargos

Segundo ele, País precisa de funcionários com bons salários para funcionar direito

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 12h55

O vice-presidente do PT, Marco Aurélio Garcia, classificou de "ridículas" as críticas da oposição sobre o fato de o aumento de até 139,75% para as 21.563 pessoas que ocupam função de confiança no governo. "Sinceramente, eu acho penoso ter que ouvir esse tipo de argumento por parte da oposição", afirmou. "Isso é uma observação absolutamente ridícula. Quem tiver interesse pelo funcionamento do Brasil sabe que precisamos ter funcionários pagos dignamente." Marco Aurélio lembrou que os cargos em comissão não tinham reajuste desde 1998 - no caso, os DAS 1,2 e 3, já que os DAS 4, 5 e 6 tiveram aumentos em 2002 - e que o governo Lula teve que manter, nos primeiros quatro anos de mandato, uma política mais rigorosa. Além disso, teve que dar prioridade a "setores do funcionalismo mais penalizados". Além do aumento, dado na segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou, na terça, a criação de mais 626 cargos comissionados. Dízimo Sobre o fato de a oposição estar questionando no Tribunal Superior Eleitoral o dízimo cobrado pelo PT dos seus militantes que estão em cargos comissionados, mais uma vez Marco Aurélio classificou de "ridículo". "Eu dou meu dinheiro para quem eu quiser. E dou muito alegremente o meu dinheiro para o meu partido para que o meu partido não receba dinheiro de outras origens. Se outros partidos têm outros tipos de financiamento, o problema é deles. O financiamento do PT é feito pelos seus militantes", disse. O secretário especial da Presidência da República ainda defendeu o dízimo petista. Disse que os militantes que estão em cargos em comissão precisam contribuir como forma de garantir sua "cidadania partidária".

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