Gaeco apreende documentos na Prefeitura de Sorocaba

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual e a Polícia Civil, que investigam um esquema de propina para a instalação de postos em Sorocaba, realizaram buscas e apreenderam documentos hoje na prefeitura da cidade. De acordo com o delegado Wilson Negrão, o objetivo é apurar o possível envolvimento de funcionários públicos com o esquema.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agencia Estado

01 Outubro 2009 | 19h06

A suspeita surgiu com a prisão, na última segunda-feira, da empresária Ivanilde Vieira Serebrenic, ex-presidente regional do Sindicato do Comércio de Derivados de Petróleo (Sincopetro). Escutas telefônicas indicaram que uma rede de hipermercados pagou R$ 500 mil para obter o alvará da prefeitura.

Ivanilde também é acusada de receber para evitar a fiscalização nos postos. Ela teria citado dois secretários municipais por suposto envolvimento no esquema. O secretário de Governo e Planejamento, Maurício Biazotto, pediu afastamento até o final de apurações. Outro secretário que teria sido mencionado, José Batista Dias Ferrari, de Desenvolvimento Econômico, permanece no cargo.

Nas duas secretarias foram apreendidos documentos e arquivos de computadores. O prefeito Vitor Lippi (PSDB) mandou abrir uma sindicância para apurar a denúncia. Membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) e da Associação Sorocabana de Imprensa farão parte da comissão.

A bancada do PT na Câmara quer a abertura da CPI da Propina e a convocação de Lippi para dar esclarecimentos aos vereadores. O prefeito tem a maioria no Legislativo.

Desde janeiro, Lippi trocou 7 dos 20 secretários, entre eles o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, Daniel de Jesus Leite, acusado de beneficiar a empresa da família com isenções, e o ex-secretário da Administração, Januário Renna, que está preso após ter sido flagrado num motel com três adolescentes.

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