Nelson Jr./SCO/STF
Nelson Jr./SCO/STF

Fux é eleito o próximo presidente do TSE

Ministro substituirá Gilmar Mendes em fevereiro do próximo ano

Rafael Moraes Moura e Amanda Pupo, O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2017 | 10h50

BRASÍLIA – O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) elegeu na manhã desta quinta-feira, 7, o ministro Luiz Fux o novo presidente da corte eleitoral. Fux substituirá o atual presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, em fevereiro do próximo ano.

“Tenho a espinhosa missão de substituir duas excepcionais gestões, de Toffoli (Dias Toffoli) e de Gilmar, e creio em Deus que estarei à altura do exercício dessa missão”, disse Fux.

“No discurso de posse me aprofundarei nos agradecimentos, mas para não deixar de deixar minha marca da leveza e da irreverência fluminense, quero dizer que, apesar da jurisprudência divergente, eu não fiz pedido explícito de voto”, afirmou o ministro.

A posse de Fux deve ocorrer no dia 6 de fevereiro. Tradicionalmente, o ministro do STF com mais tempo no TSE – e ainda não eleito para a presidência – é escolhido para comandar a corte eleitoral.

O tribunal é composto por sete ministros titulares – três são oriundos do STF, dois vêm do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e outros dois representam a classe de juristas.

PECULIAR

Depois da votação simbólica, feita com o uso de urna eletrônica, Gilmar destacou que o tribunal terá três diferentes presidentes em 2018: ele próprio, que deixa o cargo em fevereiro; Fux, que lhe sucederá; e a ministra Rosa Weber, que assumirá o comando da corte eleitoral em agosto do próximo ano.

“Vamos ter em 2018 uma situação que talvez seja marcante e histórica no Tribunal Superior Eleitoral. O tribunal terá três presidentes. É uma situação muito peculiar, uma vez que meu mandato se encerra no dia 6 de fevereiro, em seguida assume o ministro Fux e depois será eleito vice-presidente do Supremo, gerará então incompatibilidade, e segue então ministra Rosa. De modo que teremos que fazer esse trabalho de maneira bastante integrada, mas todos nós estamos absolutamente tranquilos que o tribunal continua em boas mãos”, ressaltou Gilmar.

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