Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

'Fórum Estadão' tem tentativa de tomataço e ato contra Gilmar

Antes do início do evento, um manifestante foi retirado do auditório com uma sacola de tomates

O Estado de S.Paulo

21 Agosto 2017 | 18h53

O “Fórum Estadão – Reforma política em debate”, realizado ontem no auditório do Estado, mostrou que temas como financiamento de campanha e o futuro do sistema eleitoral brasileiro já têm despertado debates acirrados e apaixonados na sociedade civil. Protestos, vaias e aplausos irromperam durante as falas dos convidados.

Antes de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, chegar ao evento, um representante do movimento ‘Tomataço’ (que como o próprio nome indica usa o ataque com tomates como forma de protesto), Ricardo Rocchi, foi retirado do auditório. Ele estava com um saco plástico cheio de tomates podres.

Rocchi, que se identificou como empresário e inventor, confirmou que o objetivo era atirar tomates no ministro. “Já joguei tomates no carro do Gilmar e na faculdade dele também. Fiquei quietinho aqui no meu canto, esperando minha chance de jogar alguns tomates podres nele, mas me reconheceram.”

Já do lado de fora do jornal, Rocchi disse, espremendo os tomates com as mãos, que Gilmar Mendes “é um inimigo da Lava Jato, a maior operação contra corrupção já feita no País”.

Durante a participação do ministro, um grupo de dez pessoas ensaiou uma vaia. Parte dos manifestantes usava nariz de palhaço em protesto contra Gilmar. Outros seguravam cartazes sugerindo o impeachment dele e palavras de ordem como “Fora, Gilmar” e “Vergonha”.

O cientista político Cláudio Couto (FGV) arrancou aplausos da plateia ao se posicionar contra o financiamento empresarial de campanha. “As empresas não votam’’, disse. Couto também afirmou que o que deveria ser discutido era o “barateamento das campanhas”.

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