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Força Nacional ficará mais 90 dias em região de conflito indígena

Permanência em Humaitá (AM) visa reforçar segurança local em razão dos conflitos entre moradores e índios da reserva Tenharim

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Daiene Cardoso - Agência Estado

13 Janeiro 2014 | 13h40

Brasília - A permanência da Força Nacional de Segurança em Humaitá (AM), cidade onde moradores entraram em entrou em conflito com índios da etnia Tenharim, foi ampliada por mais 90 dias. A decisão consta em portaria do Ministério da Justiça publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 13. A Força Nacional foi enviada para reforçar a segurança local em 27 de dezembro, logo após o desaparecimento de três moradores que atravessavam a reserva indígena.

Segundo a portaria, a Força Nacional seguirá nos próximos três meses atuando em apoio a Polícia Federal em ações de policiamento ostensivo. O prazo de permanência da Força Nacional no local poderá ser prorrogado novamente.

A tensão em Humaitá aumentou quando o técnico da Eletrobrás Amazonas Aldeney Ribeiro Salvador, o professor Stef Pinheiro e o comerciante Luciano Ferreira Freire desapareceram. A informação na cidade é que eles teriam sido sequestrados e mortos pelos índios Tenharim, que assim estariam vingando a morte do cacique Ivan Tenharim. A versão oficial da morte do cacique é que ele sofreu um acidente de moto na BR-230.

Para os índios, ele foi assassinado por pessoas descontentes com a presença dos índios nas cidades e com a cobrança de pedágios para passar por suas terras, nos quais são cobrados valores de R$ 15 a R$ 100. Os índios negam a acusação de sequestro. Revoltados com os desaparecimentos, moradores incendiaram a sede da Funai, três carros e um barco.

O Diário Oficial desta segunda-feira também traz uma portaria que prorroga o emprego da Força Nacional por três meses na região de Santa Inês (MA), onde fica a reserva indígena Awá-Guajá. Decisão judicial determinou que os não-índios devem deixar a área em 40 dias. A Força Nacional já está no local desde o dia 5 de janeiro.

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