Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

'Foi uma decisão pessoal', diz Goldman sobre saída de Araújo

Segundo presidente interino do PSDB, 'o partido decidiu ajudar o governo nas reformas e medidas estruturantes que o País precisa' e vai continuar da mesma forma, 'seja com quatro ou nenhum ministro'

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2017 | 20h56

O presidente interino do PSDB, Alberto Goldman, disse ao Estado/Broadcast que a decisão do tucano Bruno Araújo (PE) de deixar nesta segunda-feira, 13, o Ministério das Cidades foi "pessoal".

"Foi uma decisão pessoal dele, até porque o PSDB não indicou nenhum ministro. O partido decidiu ajudar o governo nas reformas e medidas estruturantes que o País precisa. E vai continuar da mesma forma, seja com quatro ou nenhum ministro".

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A decisão de Araújo pegou de surpresa os principais quadros do partido, entre eles Goldman e o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, que está em Roma em viagem oficial. Segundo aliados, Nunes não planeja seguir o caminho de Araújo por ora, e deve permanecer no cargo pelo menos até abril, quando deve disputar a reeleição ao Senado.

Araújo era um dos quatro ministros tucanos no governo. Desde a votação da segunda denúncia, partidos do Centrão vinham pressionando Temer por uma reforma ministerial que lhes desse mais espaço no governo e excluísse os tucanos do alto escalão, em troca de aprovar projetos de interesse do governo como a reforma da Previdência. Pelo seu gordo orçamento, o Ministério das Cidades era um dos principais objetivos da base aliada.

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Em entrevista à "GloboNews", Bruno Araújo disse que conversou "com diversos quadros do partido" antes de tomar uma decisão. “Não foi decisão partidária, mas um movimento meu sintonizado com a compreensão política que tenho do momento”, disse Araújo.

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O deputado e ex-ministro tomou a decisão em meio a uma crise no PSDB, após a destituição do então presidente interino da sigla, Tasso Jereissati, pelo senador Aécio Neves, presidente afastado do partido. Após sua saída, Araújo disse ao Estado/Broadcast que vai se dedicar para tentar ajudar o PSDB a resolver a crise interna. “Vou descansar alguns dias e depois mergulhar e me dedicar para trabalhar pela unidade do PSDB”, disse.

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Com a saída de Tasso, Goldman assumiu interinamente o comando do partido até a convenção nacional tucana, no dia 9 de dezembro, quando será escolhido o novo presidente do PSDB. 

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