Filho do prefeito de Jandira pede apuração rápida sobre a morte do pai

'Acho que tem como solucionar rápido porque todo mundo sabe o motivo', disse Alexandre Paschoalin durante o enterro

Paulo Saldaña, de O Estado de S.Paulo,

11 Dezembro 2010 | 17h52

JANDIRA, SP - Foi sepultado as 16h40 deste sábado, 11, o corpo do prefeito de Jandira, na Grande São Paulo, Walderi Braz Paschoalin (PSDB), assassinado na sexta-feira, 10, com uma rajada de metralhadora em frente a rádio onde gravaria seu programa de rádio semanal. Ele foi sepultado no jazigo da família no Cemitério Municipal de Jandira.

 

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Centenas de pessoas acompanharam o sepultamento. A filha dele, Ana Paula, passou mal e não conseguiu acompanhar o enterro. O filho do prefeito de Jandira, Alexandre, de 28 anos, estava bastante emocionado, mas falou com a imprensa e cobrou uma rápida apuração do caso. "Acho que tem como solucionar rápido porque todo mundo sabe o motivo", disse ele, se referindo a um possível crime político. Ele também desejou boa sorte para a vice-prefeita Anabel Sabatine, que também acompanhou o sepultamento.

 

Cerca de 10 mil pessoas passaram pelo Ginásio Municipal, onde o corpo foi velado entre 18h30 desta sexta-feira, 10, e 15 horas deste sábado, segundo informou a Guarda Civil. Após esse horário, o corpo saiu em carreata até o cemitério.

 

Geraldo Alckmin (PSDB), que esteve na cidade na manhã deste sábado, prestou solidariedade à família. Na sexta, o governador de São Paulo, Alberto Goldman, e o senador eleito por São Paulo, Aloysio Nunes, compareceram ao velório.

 

Paschoalin foi assassinado na manhã de sexta-feira, 10, quando chegava a uma estação de rádio na Rua Antônio Conselheiro, no bairro Jardim Mirante, para participar do programa semanal feito por ele. O prefeito chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

 

O motorista dele, Wellington Martins, conhecido como Geléia, levou um tiro na cabeça e está internado em estado grave no Hospital das Clínicas, em São Paulo. Ele passou por uma cirurgia na tarde desta sexta, mas seu quadro de saúde permanece inalterado.

 

Os quatro suspeitos de participar do ataque foram transferidos nesta manhã para a cadeia pública de Carapicuíba. Eles estavam detidos no Setor de Homicídios de Carapicuíba. Hoje cedo, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que exames residuográficos mostraram a presença de pólvora na mão de todos os suspeitos.

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