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Para FHC, versão de jornalista é 'invenção'

Segundo ex-presidente, afirmações de Mirian Dutra de que ele lhe repassou recursos por meio de contrato fictício com a empresa Brasif 'não existem' e que 'a própria empresa disse que não é verdade'

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Ana Fernandes e Pedro Venceslau,
O Estado de S.Paulo

22 Fevereiro 2016 | 21h40

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso classificou ontem como “invenção” a afirmação da jornalista Mirian Dutra de que ele teria usado a empresa Brasif Exportação e Importação para enviar remessas de dinheiro para ela entre 2002 e 2006. 

“Não há denúncia nenhuma. A própria empresa diz que não é verdade. Isso não existe, é invenção. Essas coisas são menores. Estou preocupado com o Brasil. Não tenho nada o que temer ou esconder”, disse FHC. 

O ex-presidente concedeu uma entrevista na saída de um evento da pré-campanha do vereador Andrea Matarazzo, que disputa a vaga de candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo. 

O evento foi a primeira aparição pública de FHC desde que a jornalista – com que ele manteve um relacionamento extraconjugal nos anos 1980 e 1990 – concedeu uma entrevista ao jornal Folha de S.Paulo na semana passada, na qual afirmou ter assinado um contrato fictício de trabalho com a Brasif. 

A empresa, que foi concessionária das lojas duty free nos aeroportos brasileiros, confirmou ter contratado a jornalista em 2002 – por meio da Eurotrade Ltd. –, mas disse que Fernando Henrique “não teve qualquer participação” na contratação e “tampouco fez qualquer depósito na Eurotrade ou em outra empresa da Brasif”.

Diante da insistência dos repórteres com o tema, o tucano afirmou que o assunto é “privado” e não está baseado em “fatos”. “O que pertence ao âmbito privado não é público”, disse Fernando Henrique. “Não tem fatos. Qual foi a coisa que eu fiz de errado? Vocês estão insistindo em um tema que não existe.”

 

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