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'Falta liderança política em São Paulo', diz Padilha

Ricardo Brandt e Gustavo Porto - O Estado de S. Paulo

10 Fevereiro 2014 | 20h 23

Após receber críticas de empresários do agronegócio, possível candidato ao governo paulista defendeu o setor da cana de açúcar e citou o ex-governador Mário Covas, referência dentro do PSDB

Pirassununga e Sertãozinho - Depois de ouvir críticas de empresários do agronegócio na abertura de sua caravana pelo interior, o ex-ministro Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, começou a semana atacando a falta de liderança política no Estado para defender o setor da cana de açúcar, com citações ao governador Mário Covas (morto em 2001), referência histórica dentro do PSDB. Sem citar o nome do governador Geraldo Alckmin, ele acusou seu governo de tratar com desrespeito os prefeitos.

"Falta no Estado de São Paulo liderança política que assuma isso como um tema fundamental, que vá defender o etanol em Brasília, na ONU, na FAO, no mundo interior, por causa da importância que esse setor econômico tem para o Estado", atacou Padilha, em almoço com lideranças políticas do PT, em Pirassununga.

"Fui ministro do governo Lula e em cada votação do petróleo eu vi o governador do Rio lá, em cada votação de minério eu vi o governador de Minas Gerais lá, vi o governador de Alagoas discutindo a dívida da cana lá", afirmou.

Horas antes, em evento em Sertãozinho, na região de Ribeirão Preto, com empresários da indústria de base do setor sucroalcooleiro, Padilha citou o nome de Covas. "O ex-governador Mário Covas sempre falava que, se tem um problema, você tem de enfrentar, combater e vencer. O governo do Estado de São Paulo precisa disso."

Segundo ele, o setor da cana vive uma crise, depois de "um grande crescimento no governo (federal) do PT", que precisa ser enfrentada.

"O setor da cana de açúcar sabe que foi no governo do PT, do presidente Lula, que aumentamos três vezes o financiamento do BNDES para esse setor. Que batemos um recorde de moagem de cana em 2013."

Em clima de campanha, Padilha misturou partido e governo, atendeu pedidos para encaminhar no Ministério da Saúde, que deixou há uma semana, e falou como candidato. "Essa caravana está criando um clima para que o PT governe o Estado de São Paulo", disse.

Questionado se os ataques eram dirigidos a Alckmin, o ex-ministro voltou a dizer que não faz críticas individuais. Mas em seu discurso, disparou contra o governador do Estado, que segundo ele, desrespeita prefeitos.

"É para mudar essa relação de desrespeito em relação a prefeitos que nos decidimos mostrar esse gesto, que a caravana conversa com cada município, cada força política, independente de partido", afirmou.

"Até com prefeito do PSDB eu conversei", em referência ao prefeito de Barretos, Guilherme Ávila.

Em Pirassununga, onde visitou a Santa Casa da cidade, Padilha recebeu da prefeita Cristina Aparecida (PDT) um envelope com pedido para cadastramento do setor de ressonância da unidade no SUS. O envelope foi recebido com promessas de ser encaminhado dentro do ministério ao responsável.

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