Falta de luz surpreende Lula e Dilma em alojamento no sertão

Presidente e ministra pernoitaram em canteiro de obras do projeto de transposição do Rio São Francisco

Leonencio Nossa, de O Estado de S. Paulo,

15 Outubro 2009 | 08h28

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pernoitou na noite de quarta-feira, 14, no alojamento de um canteiro das obras do projeto de transposição das águas do Rio São Francisco, neste município do sertão pernambucano, a 360 quilômetros da capital, Recife. Um dos imprevistos da noite foi a falta de energia no galpão onde ele e os pré-candidatos à Presidência Dilma Rousseff e Ciro Gomes jantavam.

 

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As luzes se apagaram por volta de meia-noite, causando um certo pânico em agentes de segurança e engenheiros responsáveis pelas instalações. Naquele momento, a comitiva presidencial assistia a uma apresentação do cantor regional Maciel Melo. Mesmo na penumbra, Lula e seus convidados continuaram acompanhando o violeiro nordestino. A energia voltou após o conserto de um dos geradores do acampamento.

 

Minutos depois, mais um susto para seguranças e engenheiros: a energia faltou novamente. Um farolete foi instalado no galpão.

 

Após o novo conserto, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi a primeira a deixar o local. Lula e Ciro só foram dormir à 1h20.

 

A visita de Lula às obras continua nesta quinta-feira, 15. Pela manhã, o presidente dará entrevista a rádios da região e assistirá a uma apresentação de técnicos do Ministério da Integração Nacional sobre o projeto de transposição do São Francisco.

 

À tarde, o presidente estará em canteiros de obras de Floresta e Cabrobó, municípios de Pernambuco, onde passará a segunda noite da viagem. O retorno a Brasília está previsto para sexta-feira, 16.

 

Também acompanham o presidente os ministros Franklin Martins (Comunicação Social) e Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e os governadores Eduardo Campos (Pernambuco) e José Maranhão (Paraíba).

 

As obras de transposição das águas do São Francisco consumiram até agora cerca de R$ 1 bilhão. O projeto total está orçado em R$ 6,9 bilhões. Lula pretende entregar ao final do seu mandato, em dezembro do próximo ano, 220 quilômetros de canais - cerca de 30% dos 722 quilômetros de canais previstos nas obras.

 

Atualmente, o projeto emprega 8.500 pessoas nos Estados da Bahia, Pernambuco e Paraíba. O consórcio de empreiteiras das obras recebe cerca de R$ 100 milhões por mês de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

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