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Falcão diz que candidatura de Dilma é irreversível

Ricardo Galhardo - O Estado de S. Paulo

03 Maio 2014 | 18h 30

Presidente do PT descarta possibilidade de cargo na coordenação de campanha para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse na tarde deste sábado, logo depois do encerramento do 14o Encontro Nacional do PT, que a candidatura da presidente Dilma Rousseff é irreversível e descartou a possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter algum cargo formal na coordenação da campanha à reeleição.

Segundo Falcão, Lula vai continuar orientando a estratégia petista mas não deve se dedicar ao dia a dia da campanha. Segundo fontes petistas, a possibilidade de Lula assumir um posto na coordenação só foi totalmente descartada no final da tarde de ontem depois de uma longa conversa a sós entre o ex-presidente e Dilma, em São Paulo, a segunda em menos de um mês, na qual os dois líderes petistas acertaram divergências.

Até então, a possibilidade de Lula assumir um posto na campanha de Dilma era defendida por algumas lideranças do PT, principalmente as mais próximas à presidente, como forma de sinalizar o apoio do ex-presidente à sucessora e afastar boatos sobre desacertos entre os dois.

"Talvez alguém tenha falado isso (que Lula teria cargo) pensando que esse tipo de coisa vincularia mais ele à campanha da Dilma diante das matérias que foram feitas dizendo que tinha alguma separação. O que ele (Lula) disse ontem é melhor do qualquer cargo formal na estrutura do partido", afirmou Falcão.

O presidente do PT se referia ao discurso de Lula na abertura do encontro petista no qual reafirmou enfaticamente que a candidata é Dilma e que ele estará à disposição dela para percorrer o Brasil em campanha pela reeleição.

No evento, Dilma foi aclamada por unanimidade como candidata à reeleição. Segundo Falcão, a decisão de fazer uma votação simbólica para aclamar Dilma foi negociada com ela e com Lula antes da abertura do evento.

"Tinha gente falando (do "volta, Lula")mas a partir de agora não faz mais sentido. Comuniquei a ambos que faria aquela votação simbólica. Se tivesse qualquer coisa eles diriam para não fazer agora", disse o presidente do PT.

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