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Exército reforça busca por desaparecidos em Humaitá

JOSÉ MARIA TOMAZELA, ENVIADO ESPECIAL - Agência Estado

08 Janeiro 2014 | 18h 34

Soldados especializados em operações na selva reforçaram nesta quarta-feira, 8, as equipes de busca pelos desaparecidos na reserva indígena Tenharim Marmelos, em Humaitá, sul do Amazonas. Nas incursões na floresta, agentes da Polícia Federal estão sendo orientados pelos especialistas para facilitar o deslocamento em áreas de difícil acesso. Os militares são procedentes de outros batalhões de selva do Exército na Amazônia e chegaram para se integrar a equipe do 54º Batalhão de Humaitá que já estava acompanhando as buscas.

O professor Stef Pinheiro de Souza, de 43 anos, o técnico Aldeney Ribeiro Salvador, de 40, e o representante comercial Luciano Ferreira Freire, de 30, desapareceram no dia 16 de dezembro quando seguiam de carro pela Transamazônica e passavam pela reserva. Familiares acreditam que eles foram mortos pelos índios, o que gerou uma revolta na região e a destruição de instalações indígenas. Tropas do Exército ocuparam a Transamazônica no final de dezembro, em apoio ao trabalho da Polícia Federal, que investiga o desaparecimento.

Na terça-feira, familiares das supostas vítimas pediram ao general Eduardo Villas Bôas, comandante militar da Amazônia, que pusesse as forças especiais do Exército, com treinamento para combate na selva, para auxiliar nas buscas. De acordo com o general, os soldados vão ajudar os agentes da PF, a quem cabe o trabalho de investigação, a se locomover na floresta. "Essa entrada na selva não é em massa, é uma entrada para procurar sinais específicos, e nossos homens orientam os agentes, a quem cabe descobrir indícios", explicou.

As buscas se concentram na área do Igarapé Preto, onde foram encontradas partes de um carro queimado - supostamente o automóvel Gol 2010/2011 usado pelos desaparecidos. As peças do carro, um farol e pedaços de chassi, e alguns objetos, como uma caixa de remédios e uma garrafa plástica, encontrados no local foram encaminhados para perícia, mas até a tarde desta quarta-feira os laudos não tinham ficado prontos. De acordo com o delegado Alexandre Alves, há um esforço para antecipar o resultado da perícia, geralmente realizada num prazo de dez dias, tendo em vista a necessidade de dar uma resposta às famílias dos desaparecidos, mas existem protocolos que precisam ser observados.

Alves esteve em Porto Velho (RO), onde a parte mais técnica das perícias é realizada. O advogado das famílias, Carlos Terrinha, voltou a lamentar a falta de resultados. "Os familiares estão sem informações e numa angústia que já passou do limite." A esposa de Stef, Erisneia Santos Azevedo, de 36 anos, disse que ela e as outras esposas já não acreditam na possibilidade de seus maridos estarem vivos. "Já são 24 dias e o que esperamos agora é pelo menos ter um corpo para enterrar", afirmou, nesta quarta-feira.

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