Executivo chinês diz que empresários no país torcem pelo impeachment

CEO da Lifan Motors afirma que setor vê saída de Dilma como caminho para a estabilidade econômica

JOSÉ ANTONIO LEME, O Estado de S.Paulo

29 Abril 2016 | 17h55

CHONGQING (CHINA) - Em entrevista a um grupo de jornalistas brasileiros, o CEO do Grupo Lifan, Mu Gang, afirmou que o empresariado chinês torce para a saída da presidente Dilma Rousseff. O executivo afirmou que "pessoas estão felizes com a possibilidade, pois isso poderá trazer a estabilidade econômica para o mercado brasileiro voltar a crescer."

Na avaliação do executivo, a chegada de uma nova equipe econômica como parte de um eventual governo de Michel Temer, trará também mudança na política governamental e possíveis reformas que criarão oportunidades de retomada do mercado.

Em uma tentativa de amenizar o termo utilizado, que dá uma ideia de apoio irrestrito ao impedimento da presidente mesmo sem conhecimento do jogo político por trás da questão, Mu buscou explicar, dizendo que a base para o discurso reforçado pelo empresariado são as notícias que chegam ao país asiático, que mostram o desemprego no Brasil atingindo em 10 milhões e a inércia do governo em conseguir aprovar reformas para colocar a economia no rumo novamente.

No Brasil, a Lifan tem uma operação pequena, formada por três modelos: o utilitário-esportivo X60 e o sedã 530, além do comercial leve Foison. O modelo mais vendido é o utilitário-esportivo X60, que fechou o primeiro trimestre de 2016 com 666 unidades, segundo dados da Fenabrave, associação que reúne as concessionárias do País. / VIAGEM A CONVITE DA LIFAN

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