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Ex-primeira-dama comprou barco de pesca para sítio em Atibaia

Nota fiscal mostra que Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Lula, adquiriu embarcação em setembro de 2013

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O Estado de S. Paulo

30 Janeiro 2016 | 16h41

A ex-primeira-dama Marisa Letícia, mulher de Luiz Inácio Lula da Silva, adquiriu um barco e indicou como endereço para entrega o sítio em Atibaia (SP) que é frequentado pela família do ex-presidente, segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo. 

O sítio de 170 mil metros quadrados é alvo de inquérito da Operação Lava Jato desde meados do ano passado. A investigação que inicialmente apurava envolvimento da empreiteira OAS com a ampla reforma do imóvel ganhou novos contornos após a suspeita de que as intervenções no local foram pagas pela Odebrecht. As duas empreiteiras são investigadas na Lava Jato por formação de cartel. Executivos e sócios das empresas são réus por corrupção, acusados de pagar propinas para obter contratos com a Petrobrás.

O ex-presidente confirma que, “em dias de descanso”, frequenta o sítio. A área está registrada em nome de dois sócios de Fábio Luís da Silva, filho do ex-presidente - Jonas Leite Suassuna e Fernando Bittar, filho de Jacó Bittar, fundador do PT e amigo próximo de Lula.

A reportagem da Folha de S.Paulo obteve nota fiscal que registra a compra do barco de alumínio, com seis metros de comprimento, modelo Squalus 600. A embarcação foi adquirida em setembro de 2013 por R$ 4.126. O jornal informou que a nota fiscal foi fornecida pela fabricante do barco, a empresa Alumax, do grupo Levefort.

O Estado não conseguiu contato ontem com o Instituto Lula. 

Intimação. O Ministério Público de São Paulo, o promotor de Justiça Cássio Cosserino intimou anteontem Lula e Marisa para deporem, como investigados em um inquérito aberto para investigar oito empreendimentos da Bancoop assumidos pela OAS. Um desse empreendimentos é o condomínio Solaris, no Guarujá (SP). O promotor já admitiu a possibilidade de denunciar o ex-presidente pela ocultação de patrimônio na propriedade do tríplex 164 A, que foi reformada pela OAS ao custo de R$ 777 mil. Lula nega ser proprietário do imóvel. O Instituto Lula, presidido por Paulo Okamotto, afirma que Marisa Letícia desistiu no ano passado da opção de compra do apartamento e classificou como “infundadas” e “levianas” as suspeitas da Promotoria.

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