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Mensalão mineiro

Ex-ministro chora ao falar de indiciamento pela Polícia Federal

ALEX CAPELLA - Agência Estado

14 Abril 2014 | 16h 40

Candidato do PSDB ao governo de Minas, Pimenta da Veiga disse esperar que governo Dilma não use máquina federal para 'perseguir adversários'

BELO HORIZONTE - Em palestra para empresários nesta segunda-feira, 14, em Nova Lima, o pré-candidato do PSDB ao governo mineiro, ex-ministro Pimenta da Veiga, chorou ao citar seu indiciamento pela Polícia Federal. O tucano é suspeito de lavagem de dinheiro por ter recebido, em 2003, R$ 300 mil de uma agência de publicidade do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza.

Em seu discurso, Pimenta da Veiga disse esperar que a presidente Dilma Rousseff não utilize a máquina federal para "perseguir adversários" ou "privilegiar amigos". Neste momento, o tucano fez uma longa pausa no discurso e chorou.

O tucano voltou a classificar a iniciativa da PF como uma "ação política-eleitoral" orquestrada pela oposição. Porém, não quis citar nomes ou antecipar os prováveis responsáveis pela retomada da investigação sobre os depósitos da SMPB, empresa de Valério. "Ainda estou avaliando os responsáveis. Mas essas práticas repugnantes não podem continuar no Brasil, no governo do PT", disse.

O ministro confirmou que declarou os recursos, como pessoa física, na prestação de contas de 2005 e, não na de 2004, o ano seguinte. Em 2005, Pimenta da Veiga apresentou uma declaração retificadora, constando os repasses da SMPB, logo depois da instalação da CPMI dos Correios, quando foi encontrado um contrato de empréstimo de R$ 152 mil contraído pelo ex-ministro no Banco BMG de Belo Horizonte no qual figuravam como avalistas Marcos Valério e a ex-esposa do empresário, Renilda Santiago.

Pimenta afirmou que optou por declarar o montante como pessoa física, apesar de dizer que o pagamento se referia a serviços advocatícios, pois o CNPJ de seu escritório não havia ficado pronto à época. Além disso, o tucano também disse que cumpriu a lei ao declarar o recurso recebido em 2003 no ano de 2005. "A lei permite isso. A declaração foi feita dentro dos prazos da Receita. Os impostos foram pagos", afirmou.

Com a divulgação do indiciamento feito pela PF, no PSDB voltou a crescer o nome do presidente estadual do partido, Marcus Pestana, como alternativa à candidatura de Pimenta da Veiga. "É lamentável que neste momento, de discussão de propostas, atitudes desse tipo apareçam", minimizou o pré-candidato.

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