Dida Sampaio/Estadão - 28.03.2007
Dida Sampaio/Estadão - 28.03.2007

Ex-gerente da Petrobrás deve depor à Justiça Federal nesta terça

Venina Velosa da Fonseca, que afirma ter feito seguidos alertas à diretoria da companhia sobre irregularidades na estatal, será ouvida como testemunha de acusação

Julio Cesar Lima, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

03 Fevereiro 2015 | 12h41

Curitiba (PR) - A ex-gerente executiva da Diretoria de Abastecimento da Petrobrás Venina Velosa da Fonseca deve prestar depoimento à Justiça Federal, em Curitiba (PR), nesta terça-feira, 3. Venina integra o grupo de depoimentos de testemunhas de acusação da sétima fase da Operação Lava Jato, que investiga esquema de desvios envolvendo contratos da estatal.

 

A ex-gerente ganhou destaque no caso no fim do ano passado, quando, segundo reportagem do jornal Valor Econômico, relatou ter feitos seguidos alertas sobre irregularidades à diretoria da Petrobrás, entre eles à presidente da estatal, Graça Foster. De acordo com Venina, os avisos começaram ainda em 2008, antes de a Polícia Federal deflagrar a Lava Jato. Em dezembro, a estatal afirmou que investigações internas foram feitas. Graça Foster, por sua vez, disse que a ex-gerente não fez denúncias formais sobre irregularidades nem mencionou a palavra "corrupção".

Venina ocupou o cargo de gerente entre 2005 e 2009 e era subordinada ao ex-diretor Paulo Roberto Costa, preso desde março. A ex-gerente foi demitida da estatal em novembro do ano passado, após sindicância interna atribuir a ela responsabilidade em irregularidades que teriam causado perdas de R$ 25 milhões em contratos da companhia.

 

Nessa segunda, no primeiro dia de depoimentos, que devem totalizar dez testemunhas, foram ouvidos o delegado da Polícia Federal, Marcio Anselmo, além dos diretores da empresa Toyo Setal, Julio Camargo e Augusto Mendonça, que fizeram acordo de delação premiada com a Justiça. São esperados também depoimentos do empresário Leonardo Meirelles, ex-sócio de Youssef, João Procópio, suposto “laranja” do doleiro, e Meire Poza, ex-contadora dele.

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