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Ex-diretor da Petrobrás preso pela PF foi homenageado pela Câmara em 2007

EDUARDO BRESCIANI - Agência Estado

01 Abril 2014 | 20h 53

Paulo Roberto Costa, indiciado por corrupção passiva pela Polícia Federal, recebeu condecoração do então presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP)

Preso desde o dia 20 de março pela Operação Lava Jato, da operação da Polícia Federal, que desbaratou um esquema de lavagem de dinheiro, e envolvido no caso da refinaria de Pasadena, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, foi homenageado pela Câmara dos Deputados em 21 de novembro de 2007 com a Medalha do Mérito Legislativo.

Com amplo trânsito no Congresso, o ex-diretor recebeu a comenda por indicação do deputado Mário Negromonte (BA), líder do PP na época e que chegou a ser ministro das Cidades na administração Dilma Rousseff. Então presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que ocupa atualmente a liderança do governo Dilma, comandou a cerimônia de homenagem. Segundo secretário da Casa, o atual senador e presidente do PP Ciro Nogueira também estava à frente da cerimônia e posou para foto junto com o ex-diretor.

Negromonte diz que a indicação não foi exclusivamente sua, mas de toda a bancada do PP. Chinaglia informou por meio de sua assessoria que apenas cumpriu o expediente de fazer a entrega como presidente da Casa. A assessoria de Ciro Nogueira diz não ter conseguido contato com o senador. Além de Costa, outras 22 pessoas receberam a medalha no mesmo dia.

O amplo trânsito no Legislativo foi o que segurou Paulo Roberto Costa na Petrobrás. Indicado em 2003 pelo PP, ele expandiu suas relações de lealdade ao PT e ao PMDB conseguindo permanecer no cargo até 2012. Deixou a função apenas com as trocas promovidas na diretoria pela presidente Graça Foster naquele ano.   Costa é apontado como um dos resposáveis pelo relatório de compra da polêmica refinaria de Pasadena, considerado "falho" pela presidente Dilma Rousseff. Preso pela PF, ele foi indiciado por corrupção passiva.