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Ex-assessor de André Vargas é preso acusado de assalto com arma de plástico

- Atualizado: 28 Janeiro 2016 | 17h 31

Polícia de Puerto Iguazu, na Argentina, diz que André Alliana, ligado ao ex-deputado preso na Lava Jato, roubou a carteira de duas mulheres; PT pede apuração

SÃO PAULO - O ex-assessor do ex-deputado André Vargas (PT-PR), condenado a 14 anos de prisão na Operação Lava Jato por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, foi preso nesta quinta-feira, 28, na Argentina, acusado de assaltar duas mulheres portando uma arma de plástico. O nome do ex-assessor do petista é André Alliana. Ele foi detido na cidade de Puerto Iguazu, localizada a 1,2 mil quilômetros de Buenos Aires.  

André Alliana (esq) com o deputado federal, Zeca Dirceu (PT-PR)

André Alliana (esq) com o deputado federal, Zeca Dirceu (PT-PR)

Alliana acabou de ser nomeado secretário parlamentar do deputado Zeca Dirceu (PT-PR). A nomeação foi publicada na edição do dia 12 de janeiro no Diário Oficial da União. Zeca Dirceu é filho do ex-ministro José Dirceu, que também foi preso durante a Operação Lava Jato. Dirceu cumpre prisão preventiva por tempo indeterminado. Ele já havia sido condenado no processo do mensalão do PT por corrupção ativa. Desde novembro do ano passado, ele cumpria a pena de 7 anos e 11 meses em regime domiciliar.

Segundo a polícia de Puerto Iguazu, Alliana teria abordado uma jovem com uma pistola 9mm de brinquedo e roubado a carteira dela. O crime aconteceu na quinta-feira passada. Após o incidente, a mulher relatou o caso para a polícia, que passou a procurar pelo suspeito. 

Nessa quinta, os policiais localizaram Alliana, que tentou fugir e acabou fraturando o fêmur. O ex-assessor de Vargas tinha com ele, de acordo com a polícia, pertences de outras pessoas e a arma falsa. Alliana foi atendido no hospital da cidade e encaminhado para a cadeia. Depois de ter sido preso, Alliana ainda foi reconhecido por outras vítimas. A polícia investiga supostas participações do ex-assessor em pelo menos outros 10 crimes semelhantes que ocorreram em Puerto Iguazu. 

A polícia informou ao Estado que Alliana permanecerá preso. 

Procurado pela reportagem, Zeca Dirceu informou via assessoria de imprensa que Alliana "nunca trabalhou com o deputado". Em nota, a assessoria do parlamentar comunicou ainda que Alliana não chegou a tomar posse do cargo, pois o deputado cancelou o efeito da nomeação após analisar "documentação e histórico" do ex-assessor de Vargas. 

O diretório estadual do PT também divulgou nota e pediu que a justiça argentina tome providências cabíveis caso os crimes sejam efetivamente comprovados. No texto, o presidente do PT-PR, Enio Verri, escreveu também que Alliana é filiado ao PT, mas nunca ocupou cargos na direção no partido. 

O Estado tentou entrar em contato com o pai de Alliana, mas ele não retornou às ligações até o fechamento dessa reportagem.

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