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Eu esperaria até 2018, mas o País não aguenta esperar, diz Campos

Gabriela Lara - Agência Estado

10 Março 2014 | 12h 35

Em palestra a empresários em São Paulo, governador de Pernambuco e provável candidato à Presidência volta a criticar política econômica de Dilma e afirma que 'arranjo político em Brasília já deu o que tinha de dar'

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), manteve o discurso com críticas à política econômica do governo Dilma Rousseff e afirmou nesta segunda-feira, 10, que o Brasil "não aguenta mais esperar" por mudanças políticas. Em palestra na Associação Comercial de São Paulo, o provável candidato à Presidência disse ainda que o atual "arranjo político em Brasília já deu o que tinha que dar".

"Eu poderia esperar até 2018, mas acho que nosso País não aguenta esperar", afirmou Campos, referindo-se à possibilidade de candidatar-se à Presidência da República apenas em 2018. Até meados do ano passado, o partido de Campos fazia parte da base aliada do governo Dilma, que contava com o apoio da legenda à reeleição da presidente. Em outubro, no entanto, Campos anunciou aliança com a ex-ministra Marina Silva (PSB) e consolidou sua intenção de entrar na disputa presidencial ainda este ano.

Durante a palestra, o governador afirmou ainda que há uma série de problemas enfrentados atualmente pelo Brasil que foram gerados "genuinamente" por decisões do governo federal. Segundo ele, o Brasil vinha crescendo em linha com o mundo e com a América latina, mas isso deixou de acontecer a partir de 2011. "O mundo foi se organizando na pós-crise, os blocos foram se adaptando, uns com mais dificuldades e outros com menos", explicou. "Isso encurtou o espaço do Brasil (no cenário internacional), mas nós erramos em tomar muitas decisões", disse, sem detalhar quais seriam as decisões equivocadas do governo Dilma.

De acordo com o governador, muitas vezes "a forma acabou atrapalhando o conteúdo" na tomada de decisões do governo federal, prejudicando a atração de investimentos.

"Para os agentes econômicos fica a impressão de que falta um olhar de longo prazo. Para onde estamos indo, o que vamos fazer?" Campos voltou a dizer que o Palácio do Planalto não pode "esconder" a crise e que Dilma não pode "fugir do debate". A solução, de acordo com Campos, é fazer um "amplo debate" em 2014.

Empresários. Em meio a críticas à condução da economia pelas lideranças da oposição, nesta terça-feira, 11, será a vez do ministro da Fazenda, Guido Mantega, falar a representantes do setor econômico. A pedido de Dilma, Mantega terá encontro com representantes da indústria, que também têm dirigido críticas ao governo.

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