Estou tranqüilo quanto ao desfecho do processo, diz Renan

Relatório contra presidente do Senado volta a debate no Conselho na sexta-feira

Agencia Estado

15 Junho 2007 | 02h40

O presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou nesta quinta-feira, 14, aos jornalistas que estavam no Senado , que está absolutamente tranqüilo quanto ao desfecho da representação que está sendo analisada pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa, na qual o PSOL pede que o órgão investigue se Renan faltou com o decoro parlamentar. ´´Eu sempre levei esse processo com absoluta tranqüilidade. Nunca tive dúvida que nós estávamos do lado da verdade. Tivemos que fazer a prova contrária, que é obrigação de qualquer homem público. Diante de uma circunstância dessas, deve-se fazê-lo e eu o fiz. Se for necessário, repetirei. De modo que estou tranqüilo´´, reiterou o presidente do Senado. A representação se ampara, entre outras acusações, em informações da revista Veja de que o presidente do Senado teria pagado pensão alimentícia a uma filha de três anos por meio do lobista de uma empreiteira. Na quarta-feira, Cafeteira (PTB-MA) mandou arquivar a representação do PSOL contra o presidente do Senado.A alegação do senador, relator do processo, é de que a denúncia de que Renan teria contas pessoais pagas pela empreiteira Mendes Júnior não passam de "ilações não comprovadas". Entretanto, uma reação do PSDB, DEM e do PSB inviabilizou a estratégia traçada pelos aliados do senador Renan. O próprio senador foi procurado, separadamente, por senadores do PSDB e pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Eles defenderam mais tempo para discutir o assunto e ouvir duas testemunhas, alegando também que apressar o fim do processo seria desgastante para o Senado e a idéia de que tudo terminara em pizza. O Conselho de Ética deverá votar o relatório de Cafeteira (PTB-MA) nesta sexta-feira, 15, em reunião marcada para as 10 horas. Renan disse que não está preocupado. Veja as acusações contra o presidente do Senado: Operação Navalha - As conversas gravadas pela PF apontam que o ex-secretário de Infra-estrutura de Alagoas, Adeílson Teixeira Bezerra, junto com outros acusados de integrar o esquema de fraudes em licitações de obras, articulavam para que Renan pressionasse a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a liberar recursos para obras fraudadas. Relação com lobista - A revista Veja publicou que de janeiro de 2004 a dezembro do ano passado o lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior, teria pago pensão mensal de R$ 12 mil para uma filha de três anos que o senador tem com a jornalista Mônica Veloso. Renan argumenta que o dinheiro da pensão vem de rendimento de atividades agropecuárias, que recebeu uma herança. "Laranjas" - Já o jornal O Globo também publicou que Renan e seu irmão Olavo são acusados de ocultar que são donos de propriedades rurais na região de Murici, Alagoas. Dimário Cavalcante, primo de Renan, alega que vendeu ao senador a Fazenda Novo Largo, que não consta da declaração de bens entregue pelo senador à Justiça Eleitoral. A suspeita é de que Renan use "laranjas" para esconder ser donos de fazendas em Alagoas.

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