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Política

Delcídio Amaral

'Esquece delação', diz advogado de Delcídio Amaral

Segundo Antônio Figueiredo Bastos, acordo não será necessário, já que ele tem condições de fazer uma 'ótima defesa' do senador

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Erich Decat,
O Estado de S.Paulo

11 Janeiro 2016 | 19h09

BRASÍLIA - Integrante da equipe de defesa do senador Delcídio Amaral (PT-MS), o advogado Antônio Figueiredo Bastos assegurou, nesta segunda-feira, 11, que o petista não irá recorrer à delação premiada. O senador está preso desde o último mês de novembro sob a acusação de tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.

“Esquece delação, não tem delação. Não precisa neste caso porque entendemos que temos condições de fazer uma ótima defesa dele”, afirmou Bastos ao Estado. “Vamos enfrentar o mérito na questão do áudio, na questão da conversa, das nulidades que nós entendemos. É uma tese de defesa que, no momento oportuno, vamos colocar nos autos. Acho que agora seria até precipitado informar a estratégia que vou usar”, emendou.

O advogado é responsável por ter fechado delações relevantes para as investigações na Operação Lava Jato, entre elas a do doleiro Alberto Yousseff e a do dono da UTC, Ricardo Pessoa.

O pivô da prisão de Delcídio foi a gravação feita por Bernardo, filho do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, preso durante as investigações da Lava Jato. Na conversa, entre outros pontos, o senador revela um plano para conseguir um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para tirar Cerveró da prisão e enviá-lo para fora do País. Em troca, Cerveró não faria acordo de delação premiada em que citaria o senador.

No início de dezembro, o Supremo negou pedido de habeas corpus apresentado por Delcídio. Segundo o advogado do ex-líder do governo no Senado, um novo pedido de soltura deverá ser apresentado logo após o fim do recesso no Judiciário, previsto para se encerrar no início de fevereiro.

“Com certeza haverá um novo pedido. Vamos insistir nisso. Acho muito discutível a prisão em flagrante, com todo respeito, não houve flagrante. Foi uma questão preparada, urdida para colocar o cliente numa situação de flagrante. Houve um agente provocador que não era nem interessado. Então, isso vai ser discutido”, afirmou Bastos.

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