Escolha de Mangabeira para governo está mantida, diz vice

José Alencar afirma que ´nada mudou´; previsão era de que o professor de Harvard assumisse secretaria nesta sexta-feira, mas não há confirmação do Planalto

Agencia Estado

15 Junho 2007 | 15h13

O vice-presidente José Alencar afirmou que "está mantida" a escolha do professor Roberto Mangabeira Unger para o cargo de ministro-chefe da Secretaria de Ações de Longo Prazo da Presidência da República. No entanto, o Palácio do Planalto ainda não confirmou a posse de Mangabeira, prevista anteriormente para esta sexta-feira, às 15 horas. Ao chegar ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para um compromisso, Alencar disse que nada mudou no governo em relação à escolha de Mangabeira. "Eu sei que está mantida (a escolha)", disse o vice. Ele foi questionado se, em algum momento, o governo teria decidido voltar atrás na escolha. Respondeu: "Em nenhum momento. Nada, nada." As dúvidas sobre a possibilidade de um recuo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na escolha de Mangabeira para o cargo surgiram depois que o professor, que leciona na Universidade de Harvard, entrou com ação na Justiça dos Estados Unidos contra a Brasil Telecom, que tem entre seus acionistas fundos de pensão de empresas estatais. Alencar, um dos responsáveis pela indicação de Mangabeira, disse que conversou na última quarta-feira com o professor e com o senador Marcelo Crivela (PR-RJ). Alencar também é do PR. Um repórter insistiu na pergunta se estava ou não mantida a escolha de Mangabeira. O vice respondeu: "Esse é um assunto que estava definido. Mas tem alguma notícia nova? Vocês é que vão me dar notícias. Já falei muito sobre isso, não posso mudar nada do que disse. A informação que tenho é essa." Para que a posse ocorra, será preciso que ainda nesta quinta-feira a presidência da República encaminhe à Imprensa Nacional dois atos: o de criação da Secretaria de Ações de Longo Prazo; e o de nomeação de Mangabeira como titular da nova pasta. Esta semana, Mangabeira Unger esteve no Palácio do Planalto em reuniões com técnicos da Presidência para acertar a criação da nova secretaria que terá status de ministério. O ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, afirmou nesta manhã que, para assumir o cargo de ministro, Mangabeira Unger deve desistir de qualquer pretensão a cargos em conselhos em empresas privadas, como o que tem hoje na Brasil Telecom. "Ele não pode ser investido no conselho de nenhuma empresa. Qualquer cidadão para ocupar um cargo público não pode ter ação representativa em conselhos". Mares Guia pertence ao grupo que apóia a nomeação de Mangabeira Unger. Os dois trabalharam juntos na campanha de Ciro Gomes à Presidência da República em 2002.

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